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Profissionais de TI: o seu time é um grupo, uma equipe ou um bando?

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Boa parte da insatisfação no emprego, nos dias de hoje, vem de uma situação para a qual muitos gestores e líderes não exploram com a devida profundidade e acabam por perder ótimos profissionais de TI: a sensação de não pertencer a um time.

Esse sentimento é cada vez mais comum, como resultado de problemas de gestão de ambientes de trabalho mais estressantes em termos de competitividade e pressão por resultados.

Além disso, passamos um terço de nossas vidas nas empresas ou à disposição delas no home office. É importante que as condições de trabalho, relacionamento, desenvolvimento e reconhecimento sejam as melhores.

É preciso investir em uma série de mudanças profundas, em consonância com as expectativas dos profissionais, para fortalecer a retenção de talentos e a motivação dos colaboradores.

Porém e infelizmente, muitas empresas ainda convivem com setores que mais lembram grupos ou bandos em vez de equipes, muitas vezes sem perceber.

A diferença é impactante e pode levar de graves problemas de clima a quedas nos resultados.

Nesse artigo do Blog do Amadeu, vamos falar sobre como as lideranças de TI podem atuar para que seus funcionários formem uma equipe de sucesso e potencializem o desempenho das empresas!

 

QUAL A DIFERENÇA ENTRE BANDO, GRUPO E EQUIPE?

As diferenças entre bando, grupo e equipe podem parecer óbvias para muitos empreendedores e líderes. Porém, cada conceito mostra o quão longe algumas estruturas organizacionais podem estar do que elas e seus corpo de funcionários precisam. 

Uma equipe de alta performance é caracterizada por um conjunto de indivíduos altamente competentes e colaborativos, que trabalham juntos para atingir objetivos compartilhados e desafiantes. Diferentemente de um bando ou grupo, uma equipe de alta performance tem um propósito claro e definido, bem como um conjunto de normas e valores compartilhados que orientam o comportamento dos membros da equipe. 

Vamos falar de cada um deles. Em qual ambiente de TI a sua empresa está?

 

BANDO

É um agrupamento de pessoas que, apesar de trabalharem juntas em um ambiente, não o fazem de forma coordenada e integrada. Não há objetivos em comum, técnicas e processos definidos. Os resultados são críticos:

  • Erros sem causa raiz mapeada, análise e solução definida;
  • Profissionais desinteressados e controladores de suas rotinas;
  • Baixo cumprimento de metas ou cumprimento com custos indesejados.

 

GRUPO

Trata-se de uma evolução prática do conceito de bando, um grupo pode ter objetivos comuns,  mas nem sempre tem normas claras e definidas, ou um forte senso de colaboração e comprometimento entre seus membros.  Apesar de estar em ambientes tecnicamente mais estruturados, ainda possuem graves problemas:

  • Não há cooperação mútua entre os colaboradores ou não é organizada;
  • As capacidades individuais não geram uma performance global satisfatória;
  • As relações se fazem mais por interesses pessoais e de afeto.

 

EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE

Chegamos à evolução de equipe, onde encontramos todas as condições ambientais, técnicas e de relacionamento ideais (ou sempre muito próximo delas) que colocam essa equipe no patamar mais alto.

  • Processos mapeados e claramente divulgados;
  • Profissionais de alta capacidade técnica, colaborativos e empáticos;
  • Colaboradores orientados à ajuda mútua e o comprometimento;
  • Sentido de propósito para que todos e a equipe alcancem seus resultados;
  • Ambiente que promove a sinergia, a proatividade e o autodesenvolvimento.

 

COMO FORMAR UMA EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE DE TI?

A performance e a produtividade das empresas são impactadas não só por entregas individuais, mas também pela capacidade das equipes como agentes transformadores da realidade de cada setor e, por consequência, da organização.

Por esses motivos, construir um time de TI é algo altamente desafiador e exige muito das habilidades e competências dos gestores e lideranças em TI.

Vamos falar sobre ações fundamentais para essa construção!

 

PROMOVER A MELHORIA CONTÍNUA

Um processo eficiente tem duas finalidades: funcionar e ser melhorado. Afinal, sabemos que o mais difícil é criar métodos eficazes onde não há sequer um modo confiável de fazer. Melhorar o que está bom custa menos e gera condições melhores de trabalho.

Portanto, invista na melhoria contínua de processos para que os funcionários tenham as melhores formas de trabalhar. Se for preciso, reavalie uma rotina de TI – por exemplo, implantar intervenções remotas que reduzam os tempos de deslocamento da equipe.

Mas não esqueça: sua equipe é composta de importantes stakeholders das operações de TI. Não reveja processos sem que eles se envolvam diretamente com suas ideias!

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INVESTIR NA CAPACITAÇÃO

A qualificação permanente é uma condição fundamental para que seus profissionais estejam sempre atualizados sobre ferramentas, habilidades e competências que trarão modernidade, aumentarão a eficiência e alavancarão a produtividade da empresa.

Entre elas, a gestão de projetos de TI é uma competência cada vez mais importante para que os integrantes da equipe possam liderar projetos e serem agentes de profundas transformações.

Outro investimento importante nos colaboradores é o coaching profissional de TI, uma jornada de autoconhecimento que ampliará visões e horizontes a respeito da carreira e ajudará o profissional nas suas decisões internas.

Conheça a série de treinamentos para profissionais de TI do Amadeu Lamounier!

 

CRIAR LÍDERES

Ocupar posições de liderança é um dos maiores objetivos dos profissionais de todas as áreas e não seria diferente na Tecnologia da Informação. Para isso, é preciso ter na mesa um programa de sucessão de líderes.

Identificar lideranças em TI passa por colocar as pessoas nas posições onde podem performar da melhor forma possível, prover condições para que elas se sintam motivadas a crescer na direção da liderança de equipes e adotem uma postura de líder diante dos problemas.

Um curso de liderança em TI ajuda a reconhecer o estilo da liderança, adotar as competências e habilidades necessárias e aprimorar as existentes e criar líderes inspiradores!

 

OFERECER E RECEBER FEEDBACK

A transparência e a liberdade nas relações são condições essenciais para que uma equipe de alta performance possa entregar sempre os melhores resultados – e tenha a oportunidade de corrigir a rota nessa direção.

Portanto, ofereça feedbacks periódicos que sejam respeitosos com as condições particulares do colaborador, potencialize os bons resultados e suas qualidades e traga caminhos para mitigar as dificuldades.

Por outro lado, receba também feedbacks do time de TI. É um momento importante para os seus liderados e que pode revelar ideias que melhorem a sua performance e a relação com a equipe.

 

CONCEDER AUTONOMIA

Dois grandes desafios das lideranças de TI são o microgerenciamento e a dificuldade de delegar as tarefas para a equipe. Além de sobrecarregar o próprio líder, prejudica o andamento de trabalhos e impede o crescimento dos colaboradores.

Um time de sucesso em TI deve ser composto de profissionais que tenham autonomia para buscar as melhores soluções para as questões. Dessa forma, eles podem mostrar a sua capacidade e pleitear desafios maiores.

Além disso, delegar responsabilidades e evitar a gerência controladora motivam os colaboradores, pois se sentem valorizados e seguros.

 

ESTIMULAR E VALORIZAR A CRIATIVIDADE

Além da autonomia, outro fator de sucesso de uma equipe de TI é ter colaboradores criativos e que a gestão valorize e estimule que novas ideias surjam. Essa é uma forma de ter a equipe inteira disposta a encontrar soluções novas, que reduzem tempo, custo e esforço.

Além disso, o colaborador pode gerar ideias inovadoras que coloquem o trabalho do time de TI em um patamar mais alto de visibilidade e valorização. Portanto, deixe a criatividade fluir e a sua equipe de alta performance em TI trará resultados ainda melhores.

Essas são algumas ações que podem potencializar a qualidade da sua equipe. Quer desenvolver um plano estruturado para isso? Um coaching de carreira de TI pode ajudar você a gerar motivação, reconhecimento e valorização que constroem um time de TI de sucesso!

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Quando a Resistência é sua amiga

por Ana Pliopas, Sócia do Hudson Institute of Coaching Brasil, PCC (artigo publicado originalmente na Revista Coaching Brasil) A mudança desejada pelo cliente de coaching não acontece facilmente porque somos humanos e é parte de nossa condição humana termos bloqueios e resistirmos a mudanças. O dicionário Houaiss (2015) define bloqueio como “interrupção de movimento, deslocamento, circulação, desenvolvimento, funcionamento etc. (de algo), esp. por ação ou influência de algum fator externo.” No contexto de um processo de coaching executivo, por exemplo, o cliente entende que sua maneira de ser assertiva e abrasiva levou à percepção geral de que não é um bom líder, o que pode prejudicar sua ascensão a posições de maior responsabilidade. Neste exemplo, o executivo sabe o que precisa fazer: escutar com maior atenção, buscar pontos em comum com seus interlocutores e até mesmo contar até 10 antes de dar sua opinião. Porém, nas interações cotidianas o cliente repete seus comportamentos abrasivos que além de não mudarem a percepção das outras pessoas, causam um sentimento de culpa no executivo que acredita que deveria ter um comportamento e exibe outro contra sua própria vontade. O cliente de coaching se vê resistindo à própria mudança que deseja. O mesmo dicionário define resistência como “recusa de submissão à vontade de outrem; oposição, reação.” (Houaiss, 2015). Neste nosso exemplo, a resistência é contra a própria vontade do indivíduo. Há algumas respostas comuns quando nos deparamos com algum tipo de resistência: podemos desistir, ignorar ou confrontar a resistência. Em nosso caso o cliente, diante de sua culpa por saber o que deveria fazer está prestes a desistir da mudança desejada, e verbaliza que “pau que nasce torto morre torto”, racionalizando seu desejo de desistir diante da dificuldade. O coach executivo entra em cena para apoiar a mudança desejada pelo cliente e depois de algumas sessões o objetivo do processo de coaching é refinado e articulado entre cliente, coach e gestor do cliente como “interagir com outras pessoas de tal maneira que tais interações sejam percebidas pelos envolvidos como construtivas.” Este objetivo endereça a mudança desejada pelo cliente de uma maneira aceitável, já que não pressupõe uma transformação radical ou a metamorfose do executivo em outra pessoa. Estar diante de um objetivo viável  coaching executivo, atingível, permitiu que o cliente ficasse animado com a mudança e a vontade de desistir que o executivo tinha antes diminuiu. Para lidar com a resistência que o cliente exibe, o coach convida seu cliente a adotar uma maneira contra intuitiva: a ideia é ter curiosidade em relação à resistência, unir-se à resistência e não lutar contra ela. De fato, esta é a proposta de Rick Maurer (2010 e 2002) em 2 de seus livros, “Beyond the Wall of Resistance” e “Why don’t You Want What I Want?”. Lidar com a resistência para Mauer, implica ser curioso e perguntar-se o que está por trás do bloqueio, do muro criado por nós mesmos que nos impede de atingir os objetivos almejados. Vale esclarecer que estar junto à sua própria resistência, requer do cliente coragem, força e determinação. No caso do executivo em questão, o coach sugeriu que ele prestasse atenção às suas sensações, sentimentos e reações corporais durante as interações com diferentes pessoas durante 15 dias, principalmente as interações que provocassem respostas ríspidas do cliente. Este período de aceitação e entendimento do comportamento é importante para fundamentar a possibilidade de mudança. Ao abraçar e entender o que desencadeia seu comportamento abrasivo, o cliente abre para si a possibilidade de mudança, não radical, mas um pouco, uma mudança de poucos graus. Durante os 15 dias de aproximação do cliente aos gatilhos de seu comportamento demasiadamente enfático, o cliente se deparou com sua necessidade de estar certo e com a impaciência diante de detalhes de seus interlocutores. Percebeu que estava mais preocupado em dar respostas rápidas do que escutar. O cliente tem agora maior familiaridade com os estímulos que disparam seus gatilhos e ao invés de resistir a eles, busca se aproximar das emoções e sensações que surgem frente a seus disparadores. As emoções ainda estão lá, a diferença é que agora a resistência em relação a estas diminuiu, já que o cliente vai ao encontro delas com curiosidade. Depois de ter mergulhado por 15 dias na consciência de sua resistência, o cliente investiga junto a seu coach outras possibilidades de resposta quando se depara com seus interlocutores irritantes. Nesta etapa o trabalho do coach e do cliente é aumentar o repertório de respostas possíveis diante dos interlocutores. São respostas criadas em conjunto, que fazem sentido para o cliente e que serão experimentadas e adaptadas à medida que o cliente as coloca em prática. Sem a fase inicial de conscientização sobre a resistência, o processo de coaching  coaching executivo corre o risco de se tornar uma série de conversas nas quais ferramentas são apresentadas pelo coach e avaliadas pelo cliente, sendo que este tipo de dinâmica pode levar a um aumento da resistência ainda maior. Quando, por outro lado, nos aproximamos da resistência com genuína curiosidade, não eliminados a causa da resistência, mas possibilidades de como lidar com o tema se abrem. Embora a ideia de encarar a resistência com curiosidade e cuidado seja contra intuitiva, a resistência é uma amiga que dá de presente ao cliente e ao coach informações preciosas. Referência Bibliográfica: Maurer, R. (2010). Beyond the Wall of Resistance: Why 70% of All Changes Still Fail–and What You Can Do About It. Bard Press. Maurer, R. (2002). Why Don’t You Want What I Want?: How to Win Support for Your Ideas Without Hard Sell, Manipulation, Or Power Plays. Bard Press.

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Como Contratar um Coach?

por Rodrigo Aranha, PCC & CMC Por diversas razões, você tomou a decisão de buscar auxílio, através de um Coach profissional, para tratar uma ou mais questões, sejam elas de caráter pessoal, profissional ou, mais frequentemente, ambos, que você julga importante para seu desenvolvimento, qualquer que seja seu objetivo. Tomada a decisão, inicia-se uma etapa de enorme importância para o sucesso da sua empreitada: quem contratar e como contratar um Coach? Sabemos que o mercado de Coaching vem crescendo de forma exponencial e, ao mesmo tempo, com muita fragmentação, fruto de uma enorme variedade de ofertas de serviços de Coaching, com abordagens e metodologias das mais diversas. O que fazer num cenário como esse? Lembre-se que um programa de Coaching envolverá um investimento relevante tanto em termos de tempo como de dinheiro. Dessa forma, investir o tempo necessário para que sua escolha seja a melhor possível é algo absolutamente crítico e fundamental. Afinal, você quer saber como contratar um Coach que possa oferecer a assistência e o suporte que você precisa para seu desenvolvimento e o alcance dos seus objetivos de uma forma eficaz. Creio que o primeiro passo, se necessário, é educar-se adequadamente a respeito de Coaching. Do que se trata afinal? Como essa prática se difere de outras de alguma forma correlatas como Terapia, Consultoria e Mentoria? A terapia lida com a busca de cura para uma dor, disfunção e/ou conflito dentro de um indivíduo ou nos seus relacionamentos. O foco é frequentemente voltado para a resolução de dificuldades decorrentes do passado que prejudicam o funcionamento emocional de um indivíduo no presente e, com isso, alcançar melhorias no funcionamento psicológico em geral e poder lidar com o presente de maneiras mais saudáveis ​​emocionalmente. Coaching, por outro lado, apoia o crescimento pessoal e profissional com base na mudança desejada pelo coachee em busca de resultados ​​específicos, relacionados ao sucesso pessoal ou profissional. Coaching é focado no futuro. Enquanto sentimentos e emoções positivos podem ser um resultado natural do Coaching, o foco principal é a criação de estratégias viáveis ​​para alcançar metas específicas, sejam elas pessoais ou profissionais. A ênfase, portanto, em um relacionamento de coaching está na ação, no accountability e em seguir adiante. Consultores, por sua vez, são contratados por indivíduos ou organizações visando transferência de conhecimentos ou a execução de atividades para as quais não contam com recursos disponíveis. Enquanto as abordagens de consultoria variam amplamente, o pressuposto, em geral, é que o consultor irá diagnosticar problemas e prescrever e, às vezes, implementar soluções. Com o Coaching, a suposição é de que os indivíduos ou equipes são capazes de gerar as suas próprias soluções, com o fornecimento de apoio técnico, abordagens e estruturas baseadas em ganho de consciência e descobertas. Já um mentor é um especialista que fornece sabedoria e orientação com base em sua própria experiência. A mentoria pode incluir assessoria, aconselhamento e coaching. O processo de Coaching não inclui assessoria ou aconselhamento; ao invés disso, concentra-se em ajudar indivíduos ou grupos a alcançar seus próprios objetivos. Existem muitas referências sérias que podem ajudar a responder a essas questões, na forma de livros e artigos sobre Coaching que vêm sendo escritos por autores renomados ao longo dos últimos anos. Uma fonte importante para pesquisa que costumo sugerir é o portal de pesquisa da ICF – International Coach Federation (www.coachfederation.org), onde estão disponíveis diversos artigos, estudos de casos e outras referências importantes. Tendo um bom nível de entendimento a respeito de Coaching, o segundo passo é ter claro quais são seus objetivos ao trabalhar com um Coach. Isto o ajudará a direcionar seus esforços de busca e na identificação de um Coach eventualmente especializado em área correspondente aos seus objetivos. Você está buscando como contratar um Coach de Vida que o ajude a se desenvolver como pessoa e lhe dar suporte em relação a desafios pessoais? Ou você está procurando por um Coach executivo, que o ajude no desenvolvimento de competências específicas de liderança ou de gestão de times e negócios? Uma vez tendo se educado em Coaching e tendo claro quais são seus objetivos, você está pronto para iniciar a busca de um profissional qualificado. O primeiro passo para responder a pergunta “Como contratar um Coach?” pode ser simplesmente você verificar com amigos, colegas e os membros do seu networking de forma geral, aqueles que tiveram boas experiências com Coaching e que lhe possam indicar alguns profissionais. Além disso, você pode recorrer aos sites de associações de classe, nos quais poderá pesquisar e identificar profissionais. Os sites da ICF – International Coach Federation lhe permitem fazer isso com facilidade: veja em www.coachfederation.org (site da ICF Global), em www.icfbrasil.org (site da ICF Brasil) ou ainda em www.icf-sp.org (site da ICF Capítulo Regional SP). É bom ressaltar que, para ser membro da ICF, é necessário contar com um mínimo de 60 horas de treinamento específico em coaching reconhecido pela entidade, bem como aderir a um rigoroso código de ética. Além disso, no caso do profissional possuir uma credencial, isso implica num volume ainda maior de horas de treinamento, além de comprovação também de um mínimo de horas de prática profissional. De qualquer modo, o mercado brasileiro conta com uma boa oferta de coaches profissionais e consultorias especializadas em serviços de Coaching, o que, juntamente com referências e indicações que você pode obter junto à sua rede de relacionamentos, mais pesquisas em sites como os indicados acima, tornará sua tarefa de identificação de profissionais relativamente simples. Minha recomendação é sempre considerar ao menos três profissionais no processo de seleção e tomada de decisão. A questão agora, é como fazer a sua escolha. Independentemente de quais sejam seus objetivos, há diversas questões importantes a serem consideradas quando começar a se perguntar como contratar um Coach. Prepare-se e faça entrevistas cuidadosas com cada um desses profissionais, procurando explorar suas experiências, qualificações e habilidades. Para essas entrevistas, sugiro considerar as seguintes questões: Experiência profissional em Coaching: o Coach deve ser questionado a respeito do tempo de experiência na profissão, quantas horas

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Comunicação Não Violenta e Coaching

“Se é da comunicação humana o ato de falar e ouvir e, se quando o fazemos de coração isso nos liga uns aos outros …” (M. Rosenberg) o Coaching é uma excepcional ferramenta para isso, pois está a serviço de relações mais harmoniosas e consequentemente da promoção da produtividade humana. Inicialmente a frase acima não era uma afirmação e sim um emaranhado de dúvidas inquietantes que nos levou a pesquisar e estudar como o modelo de comunicação defendido pelo Dr. Marshall Rosenberg poderia se conectar à prática do Coaching, que, afinal, é um processo construído principalmente pela comunicação. Parecia mesmo que a Comunicação Não Violenta poderia nos trazer algo de inovador e, quando iniciamos nosso estudo, percebemos que iluminá-lo com as competências de coaching preconizadas pela ICF – International Coaching Federation –  poderia trazer um aporte valoroso para nossa atividade. Assim o fizemos e agora compartilhamos com você neste artigo. Para seguir adiante, precisávamos ampliar e alinhar nossas compreensões sobre comunicação e o que apuramos de mais significativo para nos apoiar foi que a comunicação é uma competência exercitada desde o início da vida (pesquisas mostram que os fetos já reagem a sons por volta de 3 meses de gestação), e que no decorrer dela nos comunicamos com incontáveis pessoas e em diferentes linguagens, da oral à escrita, da corporal à musical. Sendo assim a comunicação é considerada tão comum e imprescindível quanto respirar ou beber água. A comunicação simplesmente faz parte da vida e é habilidade indispensável aos seres humanos!! Entendemos que a qualidade da comunicação pode definir o quanto cada pessoa é capaz de alcançar o seu “pódio de vida” (espaço pessoal que une a conquista de resultados e o prazer). Como o coaching é realizado através do diálogo entre coach e coachee e este, por sua vez, demonstra suas mudanças, aprendizados, etc., na interação com pessoas do seu convívio, estabelecer uma comunicação eficaz durante o processo garantirá seu sucesso. Como a forma de comunicar está intimamente ligada aos traços culturais de um povo, a visão de mundo que se tem e as distintas personalidades das pessoas, identificamos que sociedades que possuem hábitos violentos, inevitavelmente revelam processos de comunicação violentos, com expressões preconceituosas, ofensivas e julgadoras. E infelizmente são muitas as sociedades com esses traços, inclusive a brasileira, por isso nos fez tanto sentido os conceitos discutidos pela Comunicação Não Violenta. Também apuramos que a maioria das bases educacionais e morais que conhecemos possui alto grau de violência em suas proposições, pois estabelece noções rígidas de certo e errado, além das ideias de mérito e punição. A educação formal, familiar e cultural nos arrastam para julgamentos como culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica e comparação, separando as pessoas em dois grupos, os que se destacam e os excluídos (ou os certos e os errados). Importante para nós foi aprender que a linguagem habitual do ser humano possui a mesma raiz, raiz essa que busca dominação e convencimento uns dos outros, ao invés de focar em estabelecer relações de liberdade, autonomia e responsabilização, como preconiza o coaching e a CNV. A ”Comunicação Não-Violenta” (CNV) surge como uma forma de rever os critérios de interação entre as pessoas, através da atenção aos comportamentos e sentimentos envolvidos na comunicação. O modelo desenvolvido pelo Dr. Marshall Rosenberg, fruto de pesquisas contínuas – mais de 40 anos – foi baseado nas ideias de Gandhi e na psicologia humanística de Carl Rogers. Ele apoia o estabelecimento de relações de parceria e cooperação, em que predomina uma comunicação eficaz com empatia. Inicialmente, o interesse do Dr. Rosenberg por uma nova forma de comunicação tinha como principal objetivo criar alternativas pacíficas de diálogo para amenizar o clima de violência com o qual conviveu no turbulento bairro de Detroit, onde cresceu. Ao longo de seus estudos, descobriu que esta forma de influência mútua tende a inspirar ações compassivas e solidárias, sendo cada vez mais utilizada por uma rede mundial de mediadores, facilitadores e agentes voluntários, com o objetivo de agir de forma prática e eficaz em favor da paz. Em 1984, criou o “Center for Non Violent Communication (CNVC)”, na Califórnia. A CNV vem se consolidando como linguagem intercessora, possibilitando melhor compreensão das palavras, estimulando relações profissionais e pessoais mais harmônicas. Isso acontece através de quatro fases onde expressões verbais honestas são pressupostos básicos da comunicação. São elas: Observação: que deve acontecer de maneira descritiva sobre a situação, sem julgamentos ou avaliações, ou seja, se atendo exclusivamente ao fato. Exemplo: Comentário Julgador – “Você é generoso”. Comentário Descritivo – “Quando ajuda sua família financeiramente e oferece palavras de carinho para os outros eu acho você generoso”. Sentimento: identificar como se sente em relação ao que está observando.  Em geral, os sentimentos resultam de como escolhemos receber as ações e falas dos outros podendo aparecer de quatro formas: Culpar a nós mesmos Culpar os outros Escutar nossos próprios sentimentos e necessidades Escutar os sentimentos e necessidades dos outros O mais importante de tudo em situações de conflito é assumirmos 100% da nossa responsabilidade por nossos sentimentos, mas em geral não somos educados assim. Necessidades: quais valores e desejos são gerados a partir dos meus sentimentos, ou seja, ao invés de pensar no que está errado na situação ou no seu interlocutor, podemos pensar sobre quais necessidades queremos ver atendidas. Pedidos: que devem ser claros e específicos, feitos de maneira positiva e assertiva. Observamos em nossa prática que, garantindo os passos acima descritos, é possível mudar a qualidade da comunicação, pois passamos a ouvir atentamente, expressar sentimentos sem apontar erros, relatar os fatos e deixar claro o que precisamos. Todas nós, em função desses estudos, percebemos transformações em nossas relações cotidianas. Como podem imaginar, a conexão que fizemos entre Comunicação Não Violenta e Coaching foi muito forte, afinal a comunicação é uma habilidade fundamental a ser dominada pelos coaches, pois ao se comunicar interagem com o coachee (seu cliente) firmando as bases e estabelecendo a qualidade da relação.  A comunicação  garante a  eficiência do processo e seu objetivo é

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