Plano de carreira em TI: em que ponto você se encontra?

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Um dos grandes diferenciais das empresas no mercado de trabalho de TI é o plano de carreira  definido para esses profissionais. Trata-se de um instrumento importante para dar segurança a eles, mostrando que existe um caminho para crescer na corporação.

Para as empresas, o planejamento de carreira também tem um papel crucial, na medida em que elas podem contar com funcionários mais motivados e comprometidos. Também é possível investir com mais efetividade na formação desses colaboradores.

Isso é especialmente importante nos dias atuais, em que não é unânime, como foi por décadas, que crescer na empresa é assumir cargos de chefia, com salários melhores e mais responsabilidades.

As pessoas também querem conciliar a carreira a valores, a propósitos, e aplicar suas habilidades e competências em funções onde elas são realmente producentes e fazem a diferença – e nem sempre significa chefiar equipes, certo?

Isso muda a forma como as organizações devem pensar na carreira de TI; as preocupações com os anseios individuais e onde os funcionários se sentem mais produtivos devem vir juntas, ou até antes, de propor uma forma de crescimento que é pautado há décadas.

Nesse artigo do Blog do Amadeu, vamos falar dos planos de carreira em TI, a importância nos dias atuais e como empresas e profissionais podem extrair o melhor deles!

 

O QUE É UM PLANO DE CARREIRA EM TI?

De uma forma simples e abrangente, o plano de carreira em TI (e outros setores) é um programa da empresa que mostra:

  • Possíveis caminhos de crescimento a partir de determinado cargo;
  • Competências exigidas (formação, habilidades, metas atingidas e outros critérios);
  • Projeção de aumento salarial e de benefícios.

Como poderemos ver neste artigo, os conceitos de crescimento para cargos de chefia ou salários melhores continuam existindo, mas perdem espaço com o passar dos anos.

A satisfação do funcionário e sua consequente motivação pode estar associada a valores que um crescimento hierarquizado e vertical não atende. Nesse ponto a literatura é extensa em autores com Simon Sinek em “Comece Pelo Porquê” e Clayton Christensen em “Como Avaliar Sua Vida” no sentido de enfatizar a necessidade do alinhamento dos valores que levam à identificação dos colaboradores  com o porquê, a missão ou o legado que as empresas em que trabalham acreditam.

Além disso, é fundamental que o profissional conheça claramente o plano de carreira para que possa conciliar expectativas de médio e longo prazo às oportunidades possíveis e seus requerimentos.

 

QUAL É A IMPORTÂNCIA DE UM PLANEJAMENTO DE CARREIRA EM TI?

Podemos destacar vários benefícios do plano de carreira para colaboradores e empresas.

O primeiro, sem dúvida, é a segurança que ele transmite aos funcionários, pois veem um horizonte e opções para crescer na organização.

Para a empresa, o plano de carreira de TI é um diferencial competitivo importante, na medida em que as pessoas se sintam atraídas a trabalhar e continuar trabalhando nela, o que ajuda na retenção de talentos.

Saber até onde é possível ir e o que é preciso para dar o próximo passo são certezas que ajudam a criar colaboradores motivados, comprometidos e menos angustiados sobre o futuro.

Por outro lado, o alinhamento do plano de carreira com o investimento em qualificação torna-se ainda mais importante para criar a combinação de oportunidades com recursos e aumentar ainda mais a satisfação dos funcionários.

Você sente que o plano de carreira de TI da empresa não representa os seus projetos futuros na carreira? Talvez seja o momento de conversar sobre a sua trajetória com quem pode agregar valor às suas decisões. Fale com um Coaching Profissional de TI  com o Amadeu Lamounier!

 

QUAIS OS TIPOS DE PLANOS DE CARREIRA?

Vamos falar dos planos de carreira usados pela grande maioria das empresas – em qual deles você vê a sua carreira decolar?

 

PLANO DE CARREIRA EM Y

Esta modalidade de plano de carreira vem ao encontro de um anseio cada vez mais comum entre os profissionais de TI: o crescimento não atrelado a um cargo de chefia.

Isso acontece em contraponto à tradição de décadas das empresas e dos profissionais, onde chefiar está na meta e crescer significa alcançar postos de gestão, especialmente pela questão salarial.

Porém, em TI existem outros caminhos atraentes para os profissionais. A carreira em Y permite que o colaborador escolha entre um cargo de chefia ou de especialista, consultor e em outras posições.

Afinal, nem todo mundo quer ser chefe.

 

PLANO DE CARREIRA EM W

A carreira em W oferece um terceiro caminho, o de gestores de projetos em TI – bastante atraente para os profissionais que são qualificados para liderar equipes, mas não desejam gerir funcionários.

É a combinação de especialista e gerente, uma posição cada vez mais relevante nos ambientes de TI pela demanda por projetos estruturados de transformação digital, mudanças de modelo de negócio e uso de novas tecnologias.

 

PLANO DE CARREIRA EM X

Esse planejamento de carreira é o mais flexível em termos de oportunidades, pois representa uma mistura da bifurcação do plano em Y com a variedade proposta pelo plano em W, mas com um fato novo e pouco conhecido pela maioria das empresas e colaboradores.

É o trabalho por propósito, onde o profissional poderá passar por diversas áreas e posições sem se prender a um perfil específico e obtendo resultados e satisfação em cada experiência.

 

PLANO DE CARREIRA EM REDE

Trata-se de um planejamento de carreira similar ao plano em W, porém com um número de opções maior nas posições entre as quais o colaborador poderá pleitear.

O objetivo é que cada colaborador possa evoluir na estrutura hierárquica de uma forma mais livre, a partir dos seus interesses, competências e habilidades. O estabelecimento de metas, nesse contexto, é fundamental para avaliar o grau de maturação da pessoa para as opções de mudança possíveis.

plano de carreira como criar amadeu lamounier

PLANO DE CARREIRA EM HORIZONTAL

Nesse plano de crescimento profissional, os ganhos estão ligados a aumentos salariais e formas de reconhecimento que não passam necessariamente por promoções, pois o movimento pode ser para fora da área.

Esse tipo de planejamento exige mais cuidados do gestor de TI com a gestão de RH, pois as mudanças podem ser impactantes para a estrutura das áreas. Por exemplo, um profissional de TI pode almejar trabalhar em vendas, marketing ou ser líder de produto.

 

COMO VOCÊ DEVE ESTRUTURAR SEU PLANO DE CARREIRA EM TI?

As posições e oportunidades na empresa são dela, mas a carreira é sua. Então, como traçar o seu plano para alcançar as metas que te tornarão um profissional bem-sucedido e satisfeito?

Vamos falar de algumas.

 

DEFINIR OBJETIVOS PARA TODA A CARREIRA

Não se trata de um exercício de futurologia, mas certamente o que trouxe você até aqui é a base para você fazer muitas escolhas – principalmente do que você não quer. Portanto, busque avaliar onde você quer chegar com a sua carreira.

  • Defina objetivos a curto, médio e longo prazo;
  • O que você precisará para alcançar cada objetivo;
  • Quais os possíveis obstáculos.

Dessa forma, você pode avaliar se o emprego atual está em consonância com o seu planejamento e também reavaliar o plano sempre que suas expectativas e sonhos mudarem.

 

PODE SONHAR, MAS COM REALISMO

Parece contraditório? Na verdade, o objetivo aqui é que não devemos abrir mão dos sonhos, mesmo aqueles que possam parecer muito ousados no momento – certamente, eles dependerão de um plano bem construído para acontecer.

A diferença entre um sonho e uma meta é o plano.

Por outro lado, é importante estabelecer prazos factíveis e tarefas possíveis para alcançar as metas, seja para ter uma carreira bem-sucedida de especialista, de gerente de TI ou de empreendedor em tecnologia.

Um consultor de carreira de TI pode ajudar você a construir um plano de carreira de TI alinhado com os seus sonhos e anseios para agregar valor e aumentar as chances de sucesso!

 

FAÇA UM AUTOCONHECIMENTO CONSTANTE

Nada é mais importante para crescer profissionalmente do que conhecer-se. Faça um exercício constante sobre:

  • Seus talentos;
  • Suas qualidades pessoais;
  • Seus pontos de melhoria;
  • Seus defeitos.

O autoconhecimento permite, inclusive, avaliar quais ações você deve incluir no planejamento de carreira atual para alcançar as metas com mais confiança!

 

INVISTA EM TREINAMENTOS E EVENTOS

Não há receita mágica em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo; qualificar-se sempre é a forma de manter a empregabilidade nas condições que você definir no seu plano de carreira de TI.

Por outro lado, é importante avaliar se determinado curso ou certificação realmente agrega o valor que você espera ou vai apenas encorpar currículo. Cursos menores e focados podem ter um efeito mais positivo.

Eventos setoriais são uma excelente oportunidade para trocar experiências e para desenvolver habilidades de inter-relacionamento pessoal e ajudam a reavaliar a trajetória profissional traçada.

Os Treinamentos de Líderes de TI são excelentes ferramentas para dar às lideranças o conhecimento necessário para desenvolver competências essenciais na relação com os funcionários para avaliar e orientar sobre o caminho profissional na empresa.

Entre em contato agora conosco e crie uma parceria pela construção da sua careira.

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Quando a Resistência é sua amiga

por Ana Pliopas, Sócia do Hudson Institute of Coaching Brasil, PCC (artigo publicado originalmente na Revista Coaching Brasil) A mudança desejada pelo cliente de coaching não acontece facilmente porque somos humanos e é parte de nossa condição humana termos bloqueios e resistirmos a mudanças. O dicionário Houaiss (2015) define bloqueio como “interrupção de movimento, deslocamento, circulação, desenvolvimento, funcionamento etc. (de algo), esp. por ação ou influência de algum fator externo.” No contexto de um processo de coaching executivo, por exemplo, o cliente entende que sua maneira de ser assertiva e abrasiva levou à percepção geral de que não é um bom líder, o que pode prejudicar sua ascensão a posições de maior responsabilidade. Neste exemplo, o executivo sabe o que precisa fazer: escutar com maior atenção, buscar pontos em comum com seus interlocutores e até mesmo contar até 10 antes de dar sua opinião. Porém, nas interações cotidianas o cliente repete seus comportamentos abrasivos que além de não mudarem a percepção das outras pessoas, causam um sentimento de culpa no executivo que acredita que deveria ter um comportamento e exibe outro contra sua própria vontade. O cliente de coaching se vê resistindo à própria mudança que deseja. O mesmo dicionário define resistência como “recusa de submissão à vontade de outrem; oposição, reação.” (Houaiss, 2015). Neste nosso exemplo, a resistência é contra a própria vontade do indivíduo. Há algumas respostas comuns quando nos deparamos com algum tipo de resistência: podemos desistir, ignorar ou confrontar a resistência. Em nosso caso o cliente, diante de sua culpa por saber o que deveria fazer está prestes a desistir da mudança desejada, e verbaliza que “pau que nasce torto morre torto”, racionalizando seu desejo de desistir diante da dificuldade. O coach executivo entra em cena para apoiar a mudança desejada pelo cliente e depois de algumas sessões o objetivo do processo de coaching é refinado e articulado entre cliente, coach e gestor do cliente como “interagir com outras pessoas de tal maneira que tais interações sejam percebidas pelos envolvidos como construtivas.” Este objetivo endereça a mudança desejada pelo cliente de uma maneira aceitável, já que não pressupõe uma transformação radical ou a metamorfose do executivo em outra pessoa. Estar diante de um objetivo viável  coaching executivo, atingível, permitiu que o cliente ficasse animado com a mudança e a vontade de desistir que o executivo tinha antes diminuiu. Para lidar com a resistência que o cliente exibe, o coach convida seu cliente a adotar uma maneira contra intuitiva: a ideia é ter curiosidade em relação à resistência, unir-se à resistência e não lutar contra ela. De fato, esta é a proposta de Rick Maurer (2010 e 2002) em 2 de seus livros, “Beyond the Wall of Resistance” e “Why don’t You Want What I Want?”. Lidar com a resistência para Mauer, implica ser curioso e perguntar-se o que está por trás do bloqueio, do muro criado por nós mesmos que nos impede de atingir os objetivos almejados. Vale esclarecer que estar junto à sua própria resistência, requer do cliente coragem, força e determinação. No caso do executivo em questão, o coach sugeriu que ele prestasse atenção às suas sensações, sentimentos e reações corporais durante as interações com diferentes pessoas durante 15 dias, principalmente as interações que provocassem respostas ríspidas do cliente. Este período de aceitação e entendimento do comportamento é importante para fundamentar a possibilidade de mudança. Ao abraçar e entender o que desencadeia seu comportamento abrasivo, o cliente abre para si a possibilidade de mudança, não radical, mas um pouco, uma mudança de poucos graus. Durante os 15 dias de aproximação do cliente aos gatilhos de seu comportamento demasiadamente enfático, o cliente se deparou com sua necessidade de estar certo e com a impaciência diante de detalhes de seus interlocutores. Percebeu que estava mais preocupado em dar respostas rápidas do que escutar. O cliente tem agora maior familiaridade com os estímulos que disparam seus gatilhos e ao invés de resistir a eles, busca se aproximar das emoções e sensações que surgem frente a seus disparadores. As emoções ainda estão lá, a diferença é que agora a resistência em relação a estas diminuiu, já que o cliente vai ao encontro delas com curiosidade. Depois de ter mergulhado por 15 dias na consciência de sua resistência, o cliente investiga junto a seu coach outras possibilidades de resposta quando se depara com seus interlocutores irritantes. Nesta etapa o trabalho do coach e do cliente é aumentar o repertório de respostas possíveis diante dos interlocutores. São respostas criadas em conjunto, que fazem sentido para o cliente e que serão experimentadas e adaptadas à medida que o cliente as coloca em prática. Sem a fase inicial de conscientização sobre a resistência, o processo de coaching  coaching executivo corre o risco de se tornar uma série de conversas nas quais ferramentas são apresentadas pelo coach e avaliadas pelo cliente, sendo que este tipo de dinâmica pode levar a um aumento da resistência ainda maior. Quando, por outro lado, nos aproximamos da resistência com genuína curiosidade, não eliminados a causa da resistência, mas possibilidades de como lidar com o tema se abrem. Embora a ideia de encarar a resistência com curiosidade e cuidado seja contra intuitiva, a resistência é uma amiga que dá de presente ao cliente e ao coach informações preciosas. Referência Bibliográfica: Maurer, R. (2010). Beyond the Wall of Resistance: Why 70% of All Changes Still Fail–and What You Can Do About It. Bard Press. Maurer, R. (2002). Why Don’t You Want What I Want?: How to Win Support for Your Ideas Without Hard Sell, Manipulation, Or Power Plays. Bard Press.

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Como Contratar um Coach?

por Rodrigo Aranha, PCC & CMC Por diversas razões, você tomou a decisão de buscar auxílio, através de um Coach profissional, para tratar uma ou mais questões, sejam elas de caráter pessoal, profissional ou, mais frequentemente, ambos, que você julga importante para seu desenvolvimento, qualquer que seja seu objetivo. Tomada a decisão, inicia-se uma etapa de enorme importância para o sucesso da sua empreitada: quem contratar e como contratar um Coach? Sabemos que o mercado de Coaching vem crescendo de forma exponencial e, ao mesmo tempo, com muita fragmentação, fruto de uma enorme variedade de ofertas de serviços de Coaching, com abordagens e metodologias das mais diversas. O que fazer num cenário como esse? Lembre-se que um programa de Coaching envolverá um investimento relevante tanto em termos de tempo como de dinheiro. Dessa forma, investir o tempo necessário para que sua escolha seja a melhor possível é algo absolutamente crítico e fundamental. Afinal, você quer saber como contratar um Coach que possa oferecer a assistência e o suporte que você precisa para seu desenvolvimento e o alcance dos seus objetivos de uma forma eficaz. Creio que o primeiro passo, se necessário, é educar-se adequadamente a respeito de Coaching. Do que se trata afinal? Como essa prática se difere de outras de alguma forma correlatas como Terapia, Consultoria e Mentoria? A terapia lida com a busca de cura para uma dor, disfunção e/ou conflito dentro de um indivíduo ou nos seus relacionamentos. O foco é frequentemente voltado para a resolução de dificuldades decorrentes do passado que prejudicam o funcionamento emocional de um indivíduo no presente e, com isso, alcançar melhorias no funcionamento psicológico em geral e poder lidar com o presente de maneiras mais saudáveis ​​emocionalmente. Coaching, por outro lado, apoia o crescimento pessoal e profissional com base na mudança desejada pelo coachee em busca de resultados ​​específicos, relacionados ao sucesso pessoal ou profissional. Coaching é focado no futuro. Enquanto sentimentos e emoções positivos podem ser um resultado natural do Coaching, o foco principal é a criação de estratégias viáveis ​​para alcançar metas específicas, sejam elas pessoais ou profissionais. A ênfase, portanto, em um relacionamento de coaching está na ação, no accountability e em seguir adiante. Consultores, por sua vez, são contratados por indivíduos ou organizações visando transferência de conhecimentos ou a execução de atividades para as quais não contam com recursos disponíveis. Enquanto as abordagens de consultoria variam amplamente, o pressuposto, em geral, é que o consultor irá diagnosticar problemas e prescrever e, às vezes, implementar soluções. Com o Coaching, a suposição é de que os indivíduos ou equipes são capazes de gerar as suas próprias soluções, com o fornecimento de apoio técnico, abordagens e estruturas baseadas em ganho de consciência e descobertas. Já um mentor é um especialista que fornece sabedoria e orientação com base em sua própria experiência. A mentoria pode incluir assessoria, aconselhamento e coaching. O processo de Coaching não inclui assessoria ou aconselhamento; ao invés disso, concentra-se em ajudar indivíduos ou grupos a alcançar seus próprios objetivos. Existem muitas referências sérias que podem ajudar a responder a essas questões, na forma de livros e artigos sobre Coaching que vêm sendo escritos por autores renomados ao longo dos últimos anos. Uma fonte importante para pesquisa que costumo sugerir é o portal de pesquisa da ICF – International Coach Federation (www.coachfederation.org), onde estão disponíveis diversos artigos, estudos de casos e outras referências importantes. Tendo um bom nível de entendimento a respeito de Coaching, o segundo passo é ter claro quais são seus objetivos ao trabalhar com um Coach. Isto o ajudará a direcionar seus esforços de busca e na identificação de um Coach eventualmente especializado em área correspondente aos seus objetivos. Você está buscando como contratar um Coach de Vida que o ajude a se desenvolver como pessoa e lhe dar suporte em relação a desafios pessoais? Ou você está procurando por um Coach executivo, que o ajude no desenvolvimento de competências específicas de liderança ou de gestão de times e negócios? Uma vez tendo se educado em Coaching e tendo claro quais são seus objetivos, você está pronto para iniciar a busca de um profissional qualificado. O primeiro passo para responder a pergunta “Como contratar um Coach?” pode ser simplesmente você verificar com amigos, colegas e os membros do seu networking de forma geral, aqueles que tiveram boas experiências com Coaching e que lhe possam indicar alguns profissionais. Além disso, você pode recorrer aos sites de associações de classe, nos quais poderá pesquisar e identificar profissionais. Os sites da ICF – International Coach Federation lhe permitem fazer isso com facilidade: veja em www.coachfederation.org (site da ICF Global), em www.icfbrasil.org (site da ICF Brasil) ou ainda em www.icf-sp.org (site da ICF Capítulo Regional SP). É bom ressaltar que, para ser membro da ICF, é necessário contar com um mínimo de 60 horas de treinamento específico em coaching reconhecido pela entidade, bem como aderir a um rigoroso código de ética. Além disso, no caso do profissional possuir uma credencial, isso implica num volume ainda maior de horas de treinamento, além de comprovação também de um mínimo de horas de prática profissional. De qualquer modo, o mercado brasileiro conta com uma boa oferta de coaches profissionais e consultorias especializadas em serviços de Coaching, o que, juntamente com referências e indicações que você pode obter junto à sua rede de relacionamentos, mais pesquisas em sites como os indicados acima, tornará sua tarefa de identificação de profissionais relativamente simples. Minha recomendação é sempre considerar ao menos três profissionais no processo de seleção e tomada de decisão. A questão agora, é como fazer a sua escolha. Independentemente de quais sejam seus objetivos, há diversas questões importantes a serem consideradas quando começar a se perguntar como contratar um Coach. Prepare-se e faça entrevistas cuidadosas com cada um desses profissionais, procurando explorar suas experiências, qualificações e habilidades. Para essas entrevistas, sugiro considerar as seguintes questões: Experiência profissional em Coaching: o Coach deve ser questionado a respeito do tempo de experiência na profissão, quantas horas

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Comunicação Não Violenta e Coaching

“Se é da comunicação humana o ato de falar e ouvir e, se quando o fazemos de coração isso nos liga uns aos outros …” (M. Rosenberg) o Coaching é uma excepcional ferramenta para isso, pois está a serviço de relações mais harmoniosas e consequentemente da promoção da produtividade humana. Inicialmente a frase acima não era uma afirmação e sim um emaranhado de dúvidas inquietantes que nos levou a pesquisar e estudar como o modelo de comunicação defendido pelo Dr. Marshall Rosenberg poderia se conectar à prática do Coaching, que, afinal, é um processo construído principalmente pela comunicação. Parecia mesmo que a Comunicação Não Violenta poderia nos trazer algo de inovador e, quando iniciamos nosso estudo, percebemos que iluminá-lo com as competências de coaching preconizadas pela ICF – International Coaching Federation –  poderia trazer um aporte valoroso para nossa atividade. Assim o fizemos e agora compartilhamos com você neste artigo. Para seguir adiante, precisávamos ampliar e alinhar nossas compreensões sobre comunicação e o que apuramos de mais significativo para nos apoiar foi que a comunicação é uma competência exercitada desde o início da vida (pesquisas mostram que os fetos já reagem a sons por volta de 3 meses de gestação), e que no decorrer dela nos comunicamos com incontáveis pessoas e em diferentes linguagens, da oral à escrita, da corporal à musical. Sendo assim a comunicação é considerada tão comum e imprescindível quanto respirar ou beber água. A comunicação simplesmente faz parte da vida e é habilidade indispensável aos seres humanos!! Entendemos que a qualidade da comunicação pode definir o quanto cada pessoa é capaz de alcançar o seu “pódio de vida” (espaço pessoal que une a conquista de resultados e o prazer). Como o coaching é realizado através do diálogo entre coach e coachee e este, por sua vez, demonstra suas mudanças, aprendizados, etc., na interação com pessoas do seu convívio, estabelecer uma comunicação eficaz durante o processo garantirá seu sucesso. Como a forma de comunicar está intimamente ligada aos traços culturais de um povo, a visão de mundo que se tem e as distintas personalidades das pessoas, identificamos que sociedades que possuem hábitos violentos, inevitavelmente revelam processos de comunicação violentos, com expressões preconceituosas, ofensivas e julgadoras. E infelizmente são muitas as sociedades com esses traços, inclusive a brasileira, por isso nos fez tanto sentido os conceitos discutidos pela Comunicação Não Violenta. Também apuramos que a maioria das bases educacionais e morais que conhecemos possui alto grau de violência em suas proposições, pois estabelece noções rígidas de certo e errado, além das ideias de mérito e punição. A educação formal, familiar e cultural nos arrastam para julgamentos como culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica e comparação, separando as pessoas em dois grupos, os que se destacam e os excluídos (ou os certos e os errados). Importante para nós foi aprender que a linguagem habitual do ser humano possui a mesma raiz, raiz essa que busca dominação e convencimento uns dos outros, ao invés de focar em estabelecer relações de liberdade, autonomia e responsabilização, como preconiza o coaching e a CNV. A ”Comunicação Não-Violenta” (CNV) surge como uma forma de rever os critérios de interação entre as pessoas, através da atenção aos comportamentos e sentimentos envolvidos na comunicação. O modelo desenvolvido pelo Dr. Marshall Rosenberg, fruto de pesquisas contínuas – mais de 40 anos – foi baseado nas ideias de Gandhi e na psicologia humanística de Carl Rogers. Ele apoia o estabelecimento de relações de parceria e cooperação, em que predomina uma comunicação eficaz com empatia. Inicialmente, o interesse do Dr. Rosenberg por uma nova forma de comunicação tinha como principal objetivo criar alternativas pacíficas de diálogo para amenizar o clima de violência com o qual conviveu no turbulento bairro de Detroit, onde cresceu. Ao longo de seus estudos, descobriu que esta forma de influência mútua tende a inspirar ações compassivas e solidárias, sendo cada vez mais utilizada por uma rede mundial de mediadores, facilitadores e agentes voluntários, com o objetivo de agir de forma prática e eficaz em favor da paz. Em 1984, criou o “Center for Non Violent Communication (CNVC)”, na Califórnia. A CNV vem se consolidando como linguagem intercessora, possibilitando melhor compreensão das palavras, estimulando relações profissionais e pessoais mais harmônicas. Isso acontece através de quatro fases onde expressões verbais honestas são pressupostos básicos da comunicação. São elas: Observação: que deve acontecer de maneira descritiva sobre a situação, sem julgamentos ou avaliações, ou seja, se atendo exclusivamente ao fato. Exemplo: Comentário Julgador – “Você é generoso”. Comentário Descritivo – “Quando ajuda sua família financeiramente e oferece palavras de carinho para os outros eu acho você generoso”. Sentimento: identificar como se sente em relação ao que está observando.  Em geral, os sentimentos resultam de como escolhemos receber as ações e falas dos outros podendo aparecer de quatro formas: Culpar a nós mesmos Culpar os outros Escutar nossos próprios sentimentos e necessidades Escutar os sentimentos e necessidades dos outros O mais importante de tudo em situações de conflito é assumirmos 100% da nossa responsabilidade por nossos sentimentos, mas em geral não somos educados assim. Necessidades: quais valores e desejos são gerados a partir dos meus sentimentos, ou seja, ao invés de pensar no que está errado na situação ou no seu interlocutor, podemos pensar sobre quais necessidades queremos ver atendidas. Pedidos: que devem ser claros e específicos, feitos de maneira positiva e assertiva. Observamos em nossa prática que, garantindo os passos acima descritos, é possível mudar a qualidade da comunicação, pois passamos a ouvir atentamente, expressar sentimentos sem apontar erros, relatar os fatos e deixar claro o que precisamos. Todas nós, em função desses estudos, percebemos transformações em nossas relações cotidianas. Como podem imaginar, a conexão que fizemos entre Comunicação Não Violenta e Coaching foi muito forte, afinal a comunicação é uma habilidade fundamental a ser dominada pelos coaches, pois ao se comunicar interagem com o coachee (seu cliente) firmando as bases e estabelecendo a qualidade da relação.  A comunicação  garante a  eficiência do processo e seu objetivo é

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