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Mercado de trabalho TI: quais competências sua empresa espera de você?

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Uma carreira de sucesso é uma construção permanente que tem se tornado mais desafiadora com as muitas transformações digitais que estão ocorrendo nos últimos anos, afetando o mercado de trabalho TI de forma profunda.

Sem dúvida, esse cenário impacta nas expectativas que as empresas têm sobre os profissionais, as habilidades e competências que devem existir para que eles lidem com as demandas na velocidade que os negócios impõem.

Além das competências técnicas, esse cenário também exige dos profissionais de TI uma série de habilidades pessoais – as soft skills – para fazer frente a novas responsabilidades que vêm com mais projeção da tecnologia na vida das empresas.

Mas o que uma empresa pode esperar de você nas competências pessoais?

Quais as habilidades mais esperadas dos profissionais de tecnologia nos dias atuais?

Nesse artigo do Blog do Amadeu, vamos falar sobre elas, por que se diferenciar tornou-se essencial para crescer profissionalmente e valorizar ainda mais a sua trajetória!

 

POR QUE O PROFISSIONAL DE TI DEVE SE DIFERENCIAR NO TRABALHO!

Podemos dar uma resposta óbvia para essa pergunta: a diferenciação mantém o emprego atual ou aumenta as chances de conquistar um emprego melhor.

Porém, além dessa resposta servir a todos os mercados – o que, por fim, não explica o contexto de nenhum deles – o setor de TI tem fenômenos específicos e derivados da crescente importância da tecnologia nos negócios e nas sociedades.

Eles impactam diretamente na necessidade de investir em competências para diferenciar-se no mercado de trabalho.

 

MUDANÇA DO PERFIL DO PROFISSIONAL DE TI

A imagem do analista de sistemas ou do programador alheio aos movimentos da empresa ou do moço da TI que apenas resolve problemas também ficaram no passado; o novo posicionamento da área nos negócios levou os profissionais para as reuniões corporativas.

Para destacar-se nelas, o colaborador de TI precisa de diferenciais como as soft skills, as habilidades comportamentais que aumentam a integração dele ao ambiente de negócios e potencializam a credibilidade das suas opiniões.

 

ADOÇÃO DO MODELO DE PROJETOS DE TI

O modelo de trabalho em projetos é cada vez mais praticado em empresas de todos os portes e segmentos, seja diretamente por um setor de projetos de TI da empresa ou com consultorias de tecnologia contratadas.

As decisões não são mais verticais a partir da unidade interessada, elas precisam ser amplamente discutidas e negociadas, com os mais variados stakeholders internos e muitas vezes externos.

O gestor de projetos de TI tornou-se um personagem central nesses trabalhos e precisa agregar diversas habilidades para gerar projetos eficientes.

 

MUDANÇA DE PERFIL TECNOLÓGICO

Esse é, sem dúvida, o maior desafio para os profissionais de TI que se diferenciaram – e também uma grande oportunidade.

As profundas transformações que a tecnologia vem experimentando nos últimos anos mexem com todas as questões que abordamos anteriormente, em especial a forma como as empresas querem fazer negócios mais ágeis, seguros e com competitividade no mercado.

Mal começamos a absorver o e-commerce, a internet das coisas e a automação de atendimento, a web 3.0 traz inovações ainda mais surpreendentes. É preciso qualificar-se continuamente para absorver tanto conhecimento e diferenciar-se com grandes ideias!

 

MAIOR COMPETITIVIDADE E QUALIFICAÇÃO

Por mim, não podemos ignorar que toda a visibilidade da tecnologia nas últimas décadas, além de criar os movimentos que descrevemos acima, atrai um número cada vez maior de pessoas para o mundo da TI.

Com um sem-número de qualificações certificados, em especial para as tecnologias mais recentes, o nível de competição interna e no mercado é ainda maior.

Aperfeiçoar as competências e as habilidades técnicas e acadêmicas ainda é o caminho com as maiores chances para mostrar diferenciais e ganhar espaço!

 

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5 DIFERENCIAIS PARA PROFISSIONAIS DE TI

1 – CRIATIVIDADE

Conhecer e apresentar as inovações e seus possíveis benefícios aos níveis decisórios é fundamental para que a empresa crie uma cultura tecnológica que facilite a implementação de transformações mais profundas.

A busca incessante por novidades, mesmo que a maioria não se prove útil para a empresa, permite que o profissional se destaque pelo apreço à inovação e fomente o pensamento criativo na equipe, quando for uma liderança de TI, entre os pares e demais colaboradores.

A criatividade será a palavra de ordem para o crescimento das empresas e para surpreender e se destacar na empresa e no mercado.

 

2 – COMUNICAÇÃO

No passado, o ambiente de TI das empresas era quase um isolamento em relação aos demais, o que afastava seus colaboradores da dinâmica do dia a dia e gerava o descompasso entre necessidades, ideias e recursos.

Isso é impensável na velocidade atual dos negócios. O setor de TI tornou-se um dos atores principais na criação das estratégias de mercado e isso exige dos profissionais da área a habilidade de comunicação para discussões e entendimentos.

Uma comunicação inadequada pode prejudicar o andamento de projetos com relevância técnica inquestionável.

Liderança e gestão são coisas que não estão no seu plano de carreira de TI? Saiba a importância de um planejamento afinado com suas expectativas e com a empresa!

 

3 – NEGOCIAÇÃO COM FLEXIBILIDADE

As transformações digitais atuais criam uma intrincada rede com inúmeros atores – fornecedores, prestadores de serviços, usuários, influenciadores internos e formadores de opinião.

Esse ecossistema exige flexibilidade para administrar os interesses e imprevistos que surgirão pelo caminho. Isso reforça a capacidade de negociar como uma soft skill fundamental para viabilizar projetos.

 

4 – DETERMINAÇÃO

O profissional de TI vai lidar com um ambiente de obstáculos (e resistências) que devem ser vencidos para concretizar os objetivos – a convicção nos resultados e a concordância de stakeholders serão os advogados na defesa do projeto.

A determinação é uma competência muito valorizada, pois é comum que alguns líderes rapidamente desistam ou deleguem a responsabilidade à área-fim.

Porém, ser determinado levará a empresa ao novo patamar – e o profissional ao reconhecimento de todos!

 

5 – LIDERANÇA

A capacidade de liderar em TI nunca foi tão valorizada e isso se deve a vários dos fatores vistos até aqui. O contexto da tecnologia na vida das pessoas e das empresas eleva o pensamento tecnológico ao mais alto nível estratégico.

É preciso gerir projetos com diversos interesses, administrar conflitos, estimular o engajamento das pessoas, incentivar ideias e buscar o consenso em todas as questões.

Mesmo não sendo uma responsabilidade funcional, é comum que cada colaborador se veja em uma posição de líder momentânea e deve ser encorajado e suportado.

Por isso, a liderança se tornou uma competência em TI tão desejada, para o presente e também para a formação de líderes futuros.

A TI da sua empresa é uma equipe de alta performance, um grupo ou um bando? Clique e conheça as diferenças!

 

COMO O COACHING PARA PROFISSIONAL DE TI PODE AJUDAR VOCÊ?

Como sabemos, a trajetória profissional é algo em constante evolução e a carreira em TI passa por grandes transformações.

Em processos de emprego, muitas habilidades pessoais já fazem parte das competências desejáveis e isso deixa muitos profissionais de tecnologia apreensivos sobre o rumo da carreira.

  • Conseguirei alcançar essas competências?
  • Como fazer para desenvolver habilidades que não possuo?
  • Qualificar-me com elas é um processo longo?
  • Como saber se minhas soft skills estão no nível desejado?

Essas são apenas algumas dúvidas! Por isso, a ajuda profissional, com a expertise das relações de mercado de TI, é tão importante.

O Coaching Profissional de TI é a oportunidade de fazer um estudo profundo sobre o seu estágio de carreira e avaliar o que precisa ser aperfeiçoado e como fazer.

É uma ajuda fundamental em um momento tão importante da trajetória profissional.

Sair do lugar nunca foi fácil, mas algumas mudanças que você nunca quis tiveram de acontecer e com um passo seu!

Como as mudanças que você quer vão realmente acontecer?

Entre em contato agora conosco e crie uma parceria pela construção de sua carreira!

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Quando a Resistência é sua amiga

por Ana Pliopas, Sócia do Hudson Institute of Coaching Brasil, PCC (artigo publicado originalmente na Revista Coaching Brasil) A mudança desejada pelo cliente de coaching não acontece facilmente porque somos humanos e é parte de nossa condição humana termos bloqueios e resistirmos a mudanças. O dicionário Houaiss (2015) define bloqueio como “interrupção de movimento, deslocamento, circulação, desenvolvimento, funcionamento etc. (de algo), esp. por ação ou influência de algum fator externo.” No contexto de um processo de coaching executivo, por exemplo, o cliente entende que sua maneira de ser assertiva e abrasiva levou à percepção geral de que não é um bom líder, o que pode prejudicar sua ascensão a posições de maior responsabilidade. Neste exemplo, o executivo sabe o que precisa fazer: escutar com maior atenção, buscar pontos em comum com seus interlocutores e até mesmo contar até 10 antes de dar sua opinião. Porém, nas interações cotidianas o cliente repete seus comportamentos abrasivos que além de não mudarem a percepção das outras pessoas, causam um sentimento de culpa no executivo que acredita que deveria ter um comportamento e exibe outro contra sua própria vontade. O cliente de coaching se vê resistindo à própria mudança que deseja. O mesmo dicionário define resistência como “recusa de submissão à vontade de outrem; oposição, reação.” (Houaiss, 2015). Neste nosso exemplo, a resistência é contra a própria vontade do indivíduo. Há algumas respostas comuns quando nos deparamos com algum tipo de resistência: podemos desistir, ignorar ou confrontar a resistência. Em nosso caso o cliente, diante de sua culpa por saber o que deveria fazer está prestes a desistir da mudança desejada, e verbaliza que “pau que nasce torto morre torto”, racionalizando seu desejo de desistir diante da dificuldade. O coach executivo entra em cena para apoiar a mudança desejada pelo cliente e depois de algumas sessões o objetivo do processo de coaching é refinado e articulado entre cliente, coach e gestor do cliente como “interagir com outras pessoas de tal maneira que tais interações sejam percebidas pelos envolvidos como construtivas.” Este objetivo endereça a mudança desejada pelo cliente de uma maneira aceitável, já que não pressupõe uma transformação radical ou a metamorfose do executivo em outra pessoa. Estar diante de um objetivo viável  coaching executivo, atingível, permitiu que o cliente ficasse animado com a mudança e a vontade de desistir que o executivo tinha antes diminuiu. Para lidar com a resistência que o cliente exibe, o coach convida seu cliente a adotar uma maneira contra intuitiva: a ideia é ter curiosidade em relação à resistência, unir-se à resistência e não lutar contra ela. De fato, esta é a proposta de Rick Maurer (2010 e 2002) em 2 de seus livros, “Beyond the Wall of Resistance” e “Why don’t You Want What I Want?”. Lidar com a resistência para Mauer, implica ser curioso e perguntar-se o que está por trás do bloqueio, do muro criado por nós mesmos que nos impede de atingir os objetivos almejados. Vale esclarecer que estar junto à sua própria resistência, requer do cliente coragem, força e determinação. No caso do executivo em questão, o coach sugeriu que ele prestasse atenção às suas sensações, sentimentos e reações corporais durante as interações com diferentes pessoas durante 15 dias, principalmente as interações que provocassem respostas ríspidas do cliente. Este período de aceitação e entendimento do comportamento é importante para fundamentar a possibilidade de mudança. Ao abraçar e entender o que desencadeia seu comportamento abrasivo, o cliente abre para si a possibilidade de mudança, não radical, mas um pouco, uma mudança de poucos graus. Durante os 15 dias de aproximação do cliente aos gatilhos de seu comportamento demasiadamente enfático, o cliente se deparou com sua necessidade de estar certo e com a impaciência diante de detalhes de seus interlocutores. Percebeu que estava mais preocupado em dar respostas rápidas do que escutar. O cliente tem agora maior familiaridade com os estímulos que disparam seus gatilhos e ao invés de resistir a eles, busca se aproximar das emoções e sensações que surgem frente a seus disparadores. As emoções ainda estão lá, a diferença é que agora a resistência em relação a estas diminuiu, já que o cliente vai ao encontro delas com curiosidade. Depois de ter mergulhado por 15 dias na consciência de sua resistência, o cliente investiga junto a seu coach outras possibilidades de resposta quando se depara com seus interlocutores irritantes. Nesta etapa o trabalho do coach e do cliente é aumentar o repertório de respostas possíveis diante dos interlocutores. São respostas criadas em conjunto, que fazem sentido para o cliente e que serão experimentadas e adaptadas à medida que o cliente as coloca em prática. Sem a fase inicial de conscientização sobre a resistência, o processo de coaching  coaching executivo corre o risco de se tornar uma série de conversas nas quais ferramentas são apresentadas pelo coach e avaliadas pelo cliente, sendo que este tipo de dinâmica pode levar a um aumento da resistência ainda maior. Quando, por outro lado, nos aproximamos da resistência com genuína curiosidade, não eliminados a causa da resistência, mas possibilidades de como lidar com o tema se abrem. Embora a ideia de encarar a resistência com curiosidade e cuidado seja contra intuitiva, a resistência é uma amiga que dá de presente ao cliente e ao coach informações preciosas. Referência Bibliográfica: Maurer, R. (2010). Beyond the Wall of Resistance: Why 70% of All Changes Still Fail–and What You Can Do About It. Bard Press. Maurer, R. (2002). Why Don’t You Want What I Want?: How to Win Support for Your Ideas Without Hard Sell, Manipulation, Or Power Plays. Bard Press.

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Como Contratar um Coach?

por Rodrigo Aranha, PCC & CMC Por diversas razões, você tomou a decisão de buscar auxílio, através de um Coach profissional, para tratar uma ou mais questões, sejam elas de caráter pessoal, profissional ou, mais frequentemente, ambos, que você julga importante para seu desenvolvimento, qualquer que seja seu objetivo. Tomada a decisão, inicia-se uma etapa de enorme importância para o sucesso da sua empreitada: quem contratar e como contratar um Coach? Sabemos que o mercado de Coaching vem crescendo de forma exponencial e, ao mesmo tempo, com muita fragmentação, fruto de uma enorme variedade de ofertas de serviços de Coaching, com abordagens e metodologias das mais diversas. O que fazer num cenário como esse? Lembre-se que um programa de Coaching envolverá um investimento relevante tanto em termos de tempo como de dinheiro. Dessa forma, investir o tempo necessário para que sua escolha seja a melhor possível é algo absolutamente crítico e fundamental. Afinal, você quer saber como contratar um Coach que possa oferecer a assistência e o suporte que você precisa para seu desenvolvimento e o alcance dos seus objetivos de uma forma eficaz. Creio que o primeiro passo, se necessário, é educar-se adequadamente a respeito de Coaching. Do que se trata afinal? Como essa prática se difere de outras de alguma forma correlatas como Terapia, Consultoria e Mentoria? A terapia lida com a busca de cura para uma dor, disfunção e/ou conflito dentro de um indivíduo ou nos seus relacionamentos. O foco é frequentemente voltado para a resolução de dificuldades decorrentes do passado que prejudicam o funcionamento emocional de um indivíduo no presente e, com isso, alcançar melhorias no funcionamento psicológico em geral e poder lidar com o presente de maneiras mais saudáveis ​​emocionalmente. Coaching, por outro lado, apoia o crescimento pessoal e profissional com base na mudança desejada pelo coachee em busca de resultados ​​específicos, relacionados ao sucesso pessoal ou profissional. Coaching é focado no futuro. Enquanto sentimentos e emoções positivos podem ser um resultado natural do Coaching, o foco principal é a criação de estratégias viáveis ​​para alcançar metas específicas, sejam elas pessoais ou profissionais. A ênfase, portanto, em um relacionamento de coaching está na ação, no accountability e em seguir adiante. Consultores, por sua vez, são contratados por indivíduos ou organizações visando transferência de conhecimentos ou a execução de atividades para as quais não contam com recursos disponíveis. Enquanto as abordagens de consultoria variam amplamente, o pressuposto, em geral, é que o consultor irá diagnosticar problemas e prescrever e, às vezes, implementar soluções. Com o Coaching, a suposição é de que os indivíduos ou equipes são capazes de gerar as suas próprias soluções, com o fornecimento de apoio técnico, abordagens e estruturas baseadas em ganho de consciência e descobertas. Já um mentor é um especialista que fornece sabedoria e orientação com base em sua própria experiência. A mentoria pode incluir assessoria, aconselhamento e coaching. O processo de Coaching não inclui assessoria ou aconselhamento; ao invés disso, concentra-se em ajudar indivíduos ou grupos a alcançar seus próprios objetivos. Existem muitas referências sérias que podem ajudar a responder a essas questões, na forma de livros e artigos sobre Coaching que vêm sendo escritos por autores renomados ao longo dos últimos anos. Uma fonte importante para pesquisa que costumo sugerir é o portal de pesquisa da ICF – International Coach Federation (www.coachfederation.org), onde estão disponíveis diversos artigos, estudos de casos e outras referências importantes. Tendo um bom nível de entendimento a respeito de Coaching, o segundo passo é ter claro quais são seus objetivos ao trabalhar com um Coach. Isto o ajudará a direcionar seus esforços de busca e na identificação de um Coach eventualmente especializado em área correspondente aos seus objetivos. Você está buscando como contratar um Coach de Vida que o ajude a se desenvolver como pessoa e lhe dar suporte em relação a desafios pessoais? Ou você está procurando por um Coach executivo, que o ajude no desenvolvimento de competências específicas de liderança ou de gestão de times e negócios? Uma vez tendo se educado em Coaching e tendo claro quais são seus objetivos, você está pronto para iniciar a busca de um profissional qualificado. O primeiro passo para responder a pergunta “Como contratar um Coach?” pode ser simplesmente você verificar com amigos, colegas e os membros do seu networking de forma geral, aqueles que tiveram boas experiências com Coaching e que lhe possam indicar alguns profissionais. Além disso, você pode recorrer aos sites de associações de classe, nos quais poderá pesquisar e identificar profissionais. Os sites da ICF – International Coach Federation lhe permitem fazer isso com facilidade: veja em www.coachfederation.org (site da ICF Global), em www.icfbrasil.org (site da ICF Brasil) ou ainda em www.icf-sp.org (site da ICF Capítulo Regional SP). É bom ressaltar que, para ser membro da ICF, é necessário contar com um mínimo de 60 horas de treinamento específico em coaching reconhecido pela entidade, bem como aderir a um rigoroso código de ética. Além disso, no caso do profissional possuir uma credencial, isso implica num volume ainda maior de horas de treinamento, além de comprovação também de um mínimo de horas de prática profissional. De qualquer modo, o mercado brasileiro conta com uma boa oferta de coaches profissionais e consultorias especializadas em serviços de Coaching, o que, juntamente com referências e indicações que você pode obter junto à sua rede de relacionamentos, mais pesquisas em sites como os indicados acima, tornará sua tarefa de identificação de profissionais relativamente simples. Minha recomendação é sempre considerar ao menos três profissionais no processo de seleção e tomada de decisão. A questão agora, é como fazer a sua escolha. Independentemente de quais sejam seus objetivos, há diversas questões importantes a serem consideradas quando começar a se perguntar como contratar um Coach. Prepare-se e faça entrevistas cuidadosas com cada um desses profissionais, procurando explorar suas experiências, qualificações e habilidades. Para essas entrevistas, sugiro considerar as seguintes questões: Experiência profissional em Coaching: o Coach deve ser questionado a respeito do tempo de experiência na profissão, quantas horas

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Comunicação Não Violenta e Coaching

“Se é da comunicação humana o ato de falar e ouvir e, se quando o fazemos de coração isso nos liga uns aos outros …” (M. Rosenberg) o Coaching é uma excepcional ferramenta para isso, pois está a serviço de relações mais harmoniosas e consequentemente da promoção da produtividade humana. Inicialmente a frase acima não era uma afirmação e sim um emaranhado de dúvidas inquietantes que nos levou a pesquisar e estudar como o modelo de comunicação defendido pelo Dr. Marshall Rosenberg poderia se conectar à prática do Coaching, que, afinal, é um processo construído principalmente pela comunicação. Parecia mesmo que a Comunicação Não Violenta poderia nos trazer algo de inovador e, quando iniciamos nosso estudo, percebemos que iluminá-lo com as competências de coaching preconizadas pela ICF – International Coaching Federation –  poderia trazer um aporte valoroso para nossa atividade. Assim o fizemos e agora compartilhamos com você neste artigo. Para seguir adiante, precisávamos ampliar e alinhar nossas compreensões sobre comunicação e o que apuramos de mais significativo para nos apoiar foi que a comunicação é uma competência exercitada desde o início da vida (pesquisas mostram que os fetos já reagem a sons por volta de 3 meses de gestação), e que no decorrer dela nos comunicamos com incontáveis pessoas e em diferentes linguagens, da oral à escrita, da corporal à musical. Sendo assim a comunicação é considerada tão comum e imprescindível quanto respirar ou beber água. A comunicação simplesmente faz parte da vida e é habilidade indispensável aos seres humanos!! Entendemos que a qualidade da comunicação pode definir o quanto cada pessoa é capaz de alcançar o seu “pódio de vida” (espaço pessoal que une a conquista de resultados e o prazer). Como o coaching é realizado através do diálogo entre coach e coachee e este, por sua vez, demonstra suas mudanças, aprendizados, etc., na interação com pessoas do seu convívio, estabelecer uma comunicação eficaz durante o processo garantirá seu sucesso. Como a forma de comunicar está intimamente ligada aos traços culturais de um povo, a visão de mundo que se tem e as distintas personalidades das pessoas, identificamos que sociedades que possuem hábitos violentos, inevitavelmente revelam processos de comunicação violentos, com expressões preconceituosas, ofensivas e julgadoras. E infelizmente são muitas as sociedades com esses traços, inclusive a brasileira, por isso nos fez tanto sentido os conceitos discutidos pela Comunicação Não Violenta. Também apuramos que a maioria das bases educacionais e morais que conhecemos possui alto grau de violência em suas proposições, pois estabelece noções rígidas de certo e errado, além das ideias de mérito e punição. A educação formal, familiar e cultural nos arrastam para julgamentos como culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica e comparação, separando as pessoas em dois grupos, os que se destacam e os excluídos (ou os certos e os errados). Importante para nós foi aprender que a linguagem habitual do ser humano possui a mesma raiz, raiz essa que busca dominação e convencimento uns dos outros, ao invés de focar em estabelecer relações de liberdade, autonomia e responsabilização, como preconiza o coaching e a CNV. A ”Comunicação Não-Violenta” (CNV) surge como uma forma de rever os critérios de interação entre as pessoas, através da atenção aos comportamentos e sentimentos envolvidos na comunicação. O modelo desenvolvido pelo Dr. Marshall Rosenberg, fruto de pesquisas contínuas – mais de 40 anos – foi baseado nas ideias de Gandhi e na psicologia humanística de Carl Rogers. Ele apoia o estabelecimento de relações de parceria e cooperação, em que predomina uma comunicação eficaz com empatia. Inicialmente, o interesse do Dr. Rosenberg por uma nova forma de comunicação tinha como principal objetivo criar alternativas pacíficas de diálogo para amenizar o clima de violência com o qual conviveu no turbulento bairro de Detroit, onde cresceu. Ao longo de seus estudos, descobriu que esta forma de influência mútua tende a inspirar ações compassivas e solidárias, sendo cada vez mais utilizada por uma rede mundial de mediadores, facilitadores e agentes voluntários, com o objetivo de agir de forma prática e eficaz em favor da paz. Em 1984, criou o “Center for Non Violent Communication (CNVC)”, na Califórnia. A CNV vem se consolidando como linguagem intercessora, possibilitando melhor compreensão das palavras, estimulando relações profissionais e pessoais mais harmônicas. Isso acontece através de quatro fases onde expressões verbais honestas são pressupostos básicos da comunicação. São elas: Observação: que deve acontecer de maneira descritiva sobre a situação, sem julgamentos ou avaliações, ou seja, se atendo exclusivamente ao fato. Exemplo: Comentário Julgador – “Você é generoso”. Comentário Descritivo – “Quando ajuda sua família financeiramente e oferece palavras de carinho para os outros eu acho você generoso”. Sentimento: identificar como se sente em relação ao que está observando.  Em geral, os sentimentos resultam de como escolhemos receber as ações e falas dos outros podendo aparecer de quatro formas: Culpar a nós mesmos Culpar os outros Escutar nossos próprios sentimentos e necessidades Escutar os sentimentos e necessidades dos outros O mais importante de tudo em situações de conflito é assumirmos 100% da nossa responsabilidade por nossos sentimentos, mas em geral não somos educados assim. Necessidades: quais valores e desejos são gerados a partir dos meus sentimentos, ou seja, ao invés de pensar no que está errado na situação ou no seu interlocutor, podemos pensar sobre quais necessidades queremos ver atendidas. Pedidos: que devem ser claros e específicos, feitos de maneira positiva e assertiva. Observamos em nossa prática que, garantindo os passos acima descritos, é possível mudar a qualidade da comunicação, pois passamos a ouvir atentamente, expressar sentimentos sem apontar erros, relatar os fatos e deixar claro o que precisamos. Todas nós, em função desses estudos, percebemos transformações em nossas relações cotidianas. Como podem imaginar, a conexão que fizemos entre Comunicação Não Violenta e Coaching foi muito forte, afinal a comunicação é uma habilidade fundamental a ser dominada pelos coaches, pois ao se comunicar interagem com o coachee (seu cliente) firmando as bases e estabelecendo a qualidade da relação.  A comunicação  garante a  eficiência do processo e seu objetivo é

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