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Aprendizado Hard Skills Amadeu Lamounier

Nossos papéis, a barata e a Metamorfose de Kafka

¨Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso…: – O que aconteceu comigo?“- Franz Kafka Com o mais catchy de todos os inícios de livros, Kafka nos arrasta para sua metamorfose em apenas quatro linhas. Daí por diante é impossível ao leitor ávido e atento se separar do que acontece ao seu protagonista e com a vida à sua volta. Certa vez, recebi um zap de um antigo amigo, que dizia querer conversar comigo sobre sua carreira. Ele sabia que eu estava trabalhando como Coach e dizia: “é sobre umas coisas que estão acontecendo, você me conhece, tenho certeza que vai entender.” Ele trabalhara como Account Executive (para os íntimos, vendedor de software) para multinacionais durante seus últimos 30 anos, e agora beirando os 60,  tinha dúvidas sobre a continuação de sua carreira. Eu também fiz essa cara que você deve estar fazendo agora, mas como já mudei de carreiras muitas vezes, eu seria o último dos homens a questionar… sem primeiro ouvir. Depois de umas duas horas de conversa, ficou claro que ele não estava em dúvida em como continuar sua carreira. Chegou a perguntar se eu não sabia de alguma vaga na empresa que eu acabara de sair. Sim, porque talvez o que ele quisesse mesmo era mudar de empresa, quem sabe? Ou talvez devesse montar uma franquia de café com o seu filho, mas tinha sérias dúvidas se ele, acostumado a ficar na rua indo a visitar clientes por 30 anos, conseguiria ficar no café por 6-8 horas por dia… todos os dias.  No final, pergunta vai, pergunta vem: – Amadeu, sabe de uma coisa, o que eu queria mesmo sabe, o que eu queria mesmo de verdade, era me aposentar.. – Que ótimo, você trabalhou a vida inteira, vida de vendedor não é fácil que eu sei, talvez aposentar seja uma das opções que você deva olhar. Como está o planejamento desta aposentadoria? – Não está. – Não? O que falta para começar? – Amadeu, como eu vou contar isso pra minha família ?!! Risos à parte, e rimos muito como nos velhos tempos, (que é uma coisa que as amizades sempre nos dão), o fato era que meu amigo estava diante de sua Metamorfose de Kafka.  O seu papel de pai provedor, trabalhador, que dá o exemplo e que é o suporte financeiro da família estava em xeque. A priori, o seu próprio. Atualizar este papel iria significar uma mudança nas suas relações com a família, o filho, a filha e  a mulher que ainda eram financeiramente dependentes dele. Era desta forma também que ele se via como engrenagem dentro da dinâmica familiar – o pai provedor; o que incluía, além de dinheiro, afeto, respeito e admiração. Ao se mudar como uma das engrenagens rodaria, todo o sistema familiar iria procurar se reorganizar numa nova dinâmica e isto era sua grande incógnita e seu maior bloqueio para a mudança. Acontece que às vezes a mudança não espera por nós e acordamos um dia nos vendo mesmo metaforicamente metamorfoseados como Gregor Samsa. Se meu amigo não seria mais o pai provedor, ele seria o que então? Uma barata? Ao ler o livro você vai perceber que a metamorfose de Gregor afetará não só a dinâmica familiar, profissional (como ele via sua família e como sua família o via, assim como seus colegas de emprego e vice-versa). Porém a mais genial e kafkaniana de todas, será a mudança na sua dinâmica pessoal: sua visão sobre si mesmo. Os papéis que assumimos para conviver em sociedade nos definem. Eles são formados a partir de nossas crenças e valores e de acordo com o contexto adaptativo em que crescemos. Eles estão na nossa esfera familiar, social e também profissional. Como me transformar no líder que quero ser? Como ser o empreendedor de sucesso que sei que consigo ser? Como comunico esta minha mudança aos que estão envolvidos nela? Como gerencio a nova dinâmica que se inicia e estabeleço os novos objetivos que justificam tal mudança? “– Amadeu, e agora eu faço o quê? – Cara, eu acho que você deveria começar lendo a Metamorfose de Kafka”. Procure sempre um Coach certificado. Bom coaching para você. Amadeu Lamounier –

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Quando a Resistência é sua amiga

por Ana Pliopas, Sócia do Hudson Institute of Coaching Brasil, PCC (artigo publicado originalmente na Revista Coaching Brasil) A mudança desejada pelo cliente de coaching não acontece facilmente porque somos humanos e é parte de nossa condição humana termos bloqueios e resistirmos a mudanças. O dicionário Houaiss (2015) define bloqueio como “interrupção de movimento, deslocamento, circulação, desenvolvimento, funcionamento etc. (de algo), esp. por ação ou influência de algum fator externo.” No contexto de um processo de coaching executivo, por exemplo, o cliente entende que sua maneira de ser assertiva e abrasiva levou à percepção geral de que não é um bom líder, o que pode prejudicar sua ascensão a posições de maior responsabilidade. Neste exemplo, o executivo sabe o que precisa fazer: escutar com maior atenção, buscar pontos em comum com seus interlocutores e até mesmo contar até 10 antes de dar sua opinião. Porém, nas interações cotidianas o cliente repete seus comportamentos abrasivos que além de não mudarem a percepção das outras pessoas, causam um sentimento de culpa no executivo que acredita que deveria ter um comportamento e exibe outro contra sua própria vontade. O cliente de coaching se vê resistindo à própria mudança que deseja. O mesmo dicionário define resistência como “recusa de submissão à vontade de outrem; oposição, reação.” (Houaiss, 2015). Neste nosso exemplo, a resistência é contra a própria vontade do indivíduo. Há algumas respostas comuns quando nos deparamos com algum tipo de resistência: podemos desistir, ignorar ou confrontar a resistência. Em nosso caso o cliente, diante de sua culpa por saber o que deveria fazer está prestes a desistir da mudança desejada, e verbaliza que “pau que nasce torto morre torto”, racionalizando seu desejo de desistir diante da dificuldade. O coach executivo entra em cena para apoiar a mudança desejada pelo cliente e depois de algumas sessões o objetivo do processo de coaching é refinado e articulado entre cliente, coach e gestor do cliente como “interagir com outras pessoas de tal maneira que tais interações sejam percebidas pelos envolvidos como construtivas.” Este objetivo endereça a mudança desejada pelo cliente de uma maneira aceitável, já que não pressupõe uma transformação radical ou a metamorfose do executivo em outra pessoa. Estar diante de um objetivo viável  coaching executivo, atingível, permitiu que o cliente ficasse animado com a mudança e a vontade de desistir que o executivo tinha antes diminuiu. Para lidar com a resistência que o cliente exibe, o coach convida seu cliente a adotar uma maneira contra intuitiva: a ideia é ter curiosidade em relação à resistência, unir-se à resistência e não lutar contra ela. De fato, esta é a proposta de Rick Maurer (2010 e 2002) em 2 de seus livros, “Beyond the Wall of Resistance” e “Why don’t You Want What I Want?”. Lidar com a resistência para Mauer, implica ser curioso e perguntar-se o que está por trás do bloqueio, do muro criado por nós mesmos que nos impede de atingir os objetivos almejados. Vale esclarecer que estar junto à sua própria resistência, requer do cliente coragem, força e determinação. No caso do executivo em questão, o coach sugeriu que ele prestasse atenção às suas sensações, sentimentos e reações corporais durante as interações com diferentes pessoas durante 15 dias, principalmente as interações que provocassem respostas ríspidas do cliente. Este período de aceitação e entendimento do comportamento é importante para fundamentar a possibilidade de mudança. Ao abraçar e entender o que desencadeia seu comportamento abrasivo, o cliente abre para si a possibilidade de mudança, não radical, mas um pouco, uma mudança de poucos graus. Durante os 15 dias de aproximação do cliente aos gatilhos de seu comportamento demasiadamente enfático, o cliente se deparou com sua necessidade de estar certo e com a impaciência diante de detalhes de seus interlocutores. Percebeu que estava mais preocupado em dar respostas rápidas do que escutar. O cliente tem agora maior familiaridade com os estímulos que disparam seus gatilhos e ao invés de resistir a eles, busca se aproximar das emoções e sensações que surgem frente a seus disparadores. As emoções ainda estão lá, a diferença é que agora a resistência em relação a estas diminuiu, já que o cliente vai ao encontro delas com curiosidade. Depois de ter mergulhado por 15 dias na consciência de sua resistência, o cliente investiga junto a seu coach outras possibilidades de resposta quando se depara com seus interlocutores irritantes. Nesta etapa o trabalho do coach e do cliente é aumentar o repertório de respostas possíveis diante dos interlocutores. São respostas criadas em conjunto, que fazem sentido para o cliente e que serão experimentadas e adaptadas à medida que o cliente as coloca em prática. Sem a fase inicial de conscientização sobre a resistência, o processo de coaching  coaching executivo corre o risco de se tornar uma série de conversas nas quais ferramentas são apresentadas pelo coach e avaliadas pelo cliente, sendo que este tipo de dinâmica pode levar a um aumento da resistência ainda maior. Quando, por outro lado, nos aproximamos da resistência com genuína curiosidade, não eliminados a causa da resistência, mas possibilidades de como lidar com o tema se abrem. Embora a ideia de encarar a resistência com curiosidade e cuidado seja contra intuitiva, a resistência é uma amiga que dá de presente ao cliente e ao coach informações preciosas. Referência Bibliográfica: Maurer, R. (2010). Beyond the Wall of Resistance: Why 70% of All Changes Still Fail–and What You Can Do About It. Bard Press. Maurer, R. (2002). Why Don’t You Want What I Want?: How to Win Support for Your Ideas Without Hard Sell, Manipulation, Or Power Plays. Bard Press.

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Como Contratar um Coach?

por Rodrigo Aranha, PCC & CMC Por diversas razões, você tomou a decisão de buscar auxílio, através de um Coach profissional, para tratar uma ou mais questões, sejam elas de caráter pessoal, profissional ou, mais frequentemente, ambos, que você julga importante para seu desenvolvimento, qualquer que seja seu objetivo. Tomada a decisão, inicia-se uma etapa de enorme importância para o sucesso da sua empreitada: quem contratar e como contratar um Coach? Sabemos que o mercado de Coaching vem crescendo de forma exponencial e, ao mesmo tempo, com muita fragmentação, fruto de uma enorme variedade de ofertas de serviços de Coaching, com abordagens e metodologias das mais diversas. O que fazer num cenário como esse? Lembre-se que um programa de Coaching envolverá um investimento relevante tanto em termos de tempo como de dinheiro. Dessa forma, investir o tempo necessário para que sua escolha seja a melhor possível é algo absolutamente crítico e fundamental. Afinal, você quer saber como contratar um Coach que possa oferecer a assistência e o suporte que você precisa para seu desenvolvimento e o alcance dos seus objetivos de uma forma eficaz. Creio que o primeiro passo, se necessário, é educar-se adequadamente a respeito de Coaching. Do que se trata afinal? Como essa prática se difere de outras de alguma forma correlatas como Terapia, Consultoria e Mentoria? A terapia lida com a busca de cura para uma dor, disfunção e/ou conflito dentro de um indivíduo ou nos seus relacionamentos. O foco é frequentemente voltado para a resolução de dificuldades decorrentes do passado que prejudicam o funcionamento emocional de um indivíduo no presente e, com isso, alcançar melhorias no funcionamento psicológico em geral e poder lidar com o presente de maneiras mais saudáveis ​​emocionalmente. Coaching, por outro lado, apoia o crescimento pessoal e profissional com base na mudança desejada pelo coachee em busca de resultados ​​específicos, relacionados ao sucesso pessoal ou profissional. Coaching é focado no futuro. Enquanto sentimentos e emoções positivos podem ser um resultado natural do Coaching, o foco principal é a criação de estratégias viáveis ​​para alcançar metas específicas, sejam elas pessoais ou profissionais. A ênfase, portanto, em um relacionamento de coaching está na ação, no accountability e em seguir adiante. Consultores, por sua vez, são contratados por indivíduos ou organizações visando transferência de conhecimentos ou a execução de atividades para as quais não contam com recursos disponíveis. Enquanto as abordagens de consultoria variam amplamente, o pressuposto, em geral, é que o consultor irá diagnosticar problemas e prescrever e, às vezes, implementar soluções. Com o Coaching, a suposição é de que os indivíduos ou equipes são capazes de gerar as suas próprias soluções, com o fornecimento de apoio técnico, abordagens e estruturas baseadas em ganho de consciência e descobertas. Já um mentor é um especialista que fornece sabedoria e orientação com base em sua própria experiência. A mentoria pode incluir assessoria, aconselhamento e coaching. O processo de Coaching não inclui assessoria ou aconselhamento; ao invés disso, concentra-se em ajudar indivíduos ou grupos a alcançar seus próprios objetivos. Existem muitas referências sérias que podem ajudar a responder a essas questões, na forma de livros e artigos sobre Coaching que vêm sendo escritos por autores renomados ao longo dos últimos anos. Uma fonte importante para pesquisa que costumo sugerir é o portal de pesquisa da ICF – International Coach Federation (www.coachfederation.org), onde estão disponíveis diversos artigos, estudos de casos e outras referências importantes. Tendo um bom nível de entendimento a respeito de Coaching, o segundo passo é ter claro quais são seus objetivos ao trabalhar com um Coach. Isto o ajudará a direcionar seus esforços de busca e na identificação de um Coach eventualmente especializado em área correspondente aos seus objetivos. Você está buscando como contratar um Coach de Vida que o ajude a se desenvolver como pessoa e lhe dar suporte em relação a desafios pessoais? Ou você está procurando por um Coach executivo, que o ajude no desenvolvimento de competências específicas de liderança ou de gestão de times e negócios? Uma vez tendo se educado em Coaching e tendo claro quais são seus objetivos, você está pronto para iniciar a busca de um profissional qualificado. O primeiro passo para responder a pergunta “Como contratar um Coach?” pode ser simplesmente você verificar com amigos, colegas e os membros do seu networking de forma geral, aqueles que tiveram boas experiências com Coaching e que lhe possam indicar alguns profissionais. Além disso, você pode recorrer aos sites de associações de classe, nos quais poderá pesquisar e identificar profissionais. Os sites da ICF – International Coach Federation lhe permitem fazer isso com facilidade: veja em www.coachfederation.org (site da ICF Global), em www.icfbrasil.org (site da ICF Brasil) ou ainda em www.icf-sp.org (site da ICF Capítulo Regional SP). É bom ressaltar que, para ser membro da ICF, é necessário contar com um mínimo de 60 horas de treinamento específico em coaching reconhecido pela entidade, bem como aderir a um rigoroso código de ética. Além disso, no caso do profissional possuir uma credencial, isso implica num volume ainda maior de horas de treinamento, além de comprovação também de um mínimo de horas de prática profissional. De qualquer modo, o mercado brasileiro conta com uma boa oferta de coaches profissionais e consultorias especializadas em serviços de Coaching, o que, juntamente com referências e indicações que você pode obter junto à sua rede de relacionamentos, mais pesquisas em sites como os indicados acima, tornará sua tarefa de identificação de profissionais relativamente simples. Minha recomendação é sempre considerar ao menos três profissionais no processo de seleção e tomada de decisão. A questão agora, é como fazer a sua escolha. Independentemente de quais sejam seus objetivos, há diversas questões importantes a serem consideradas quando começar a se perguntar como contratar um Coach. Prepare-se e faça entrevistas cuidadosas com cada um desses profissionais, procurando explorar suas experiências, qualificações e habilidades. Para essas entrevistas, sugiro considerar as seguintes questões: Experiência profissional em Coaching: o Coach deve ser questionado a respeito do tempo de experiência na profissão, quantas horas

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Comunicação Não Violenta e Coaching

“Se é da comunicação humana o ato de falar e ouvir e, se quando o fazemos de coração isso nos liga uns aos outros …” (M. Rosenberg) o Coaching é uma excepcional ferramenta para isso, pois está a serviço de relações mais harmoniosas e consequentemente da promoção da produtividade humana. Inicialmente a frase acima não era uma afirmação e sim um emaranhado de dúvidas inquietantes que nos levou a pesquisar e estudar como o modelo de comunicação defendido pelo Dr. Marshall Rosenberg poderia se conectar à prática do Coaching, que, afinal, é um processo construído principalmente pela comunicação. Parecia mesmo que a Comunicação Não Violenta poderia nos trazer algo de inovador e, quando iniciamos nosso estudo, percebemos que iluminá-lo com as competências de coaching preconizadas pela ICF – International Coaching Federation –  poderia trazer um aporte valoroso para nossa atividade. Assim o fizemos e agora compartilhamos com você neste artigo. Para seguir adiante, precisávamos ampliar e alinhar nossas compreensões sobre comunicação e o que apuramos de mais significativo para nos apoiar foi que a comunicação é uma competência exercitada desde o início da vida (pesquisas mostram que os fetos já reagem a sons por volta de 3 meses de gestação), e que no decorrer dela nos comunicamos com incontáveis pessoas e em diferentes linguagens, da oral à escrita, da corporal à musical. Sendo assim a comunicação é considerada tão comum e imprescindível quanto respirar ou beber água. A comunicação simplesmente faz parte da vida e é habilidade indispensável aos seres humanos!! Entendemos que a qualidade da comunicação pode definir o quanto cada pessoa é capaz de alcançar o seu “pódio de vida” (espaço pessoal que une a conquista de resultados e o prazer). Como o coaching é realizado através do diálogo entre coach e coachee e este, por sua vez, demonstra suas mudanças, aprendizados, etc., na interação com pessoas do seu convívio, estabelecer uma comunicação eficaz durante o processo garantirá seu sucesso. Como a forma de comunicar está intimamente ligada aos traços culturais de um povo, a visão de mundo que se tem e as distintas personalidades das pessoas, identificamos que sociedades que possuem hábitos violentos, inevitavelmente revelam processos de comunicação violentos, com expressões preconceituosas, ofensivas e julgadoras. E infelizmente são muitas as sociedades com esses traços, inclusive a brasileira, por isso nos fez tanto sentido os conceitos discutidos pela Comunicação Não Violenta. Também apuramos que a maioria das bases educacionais e morais que conhecemos possui alto grau de violência em suas proposições, pois estabelece noções rígidas de certo e errado, além das ideias de mérito e punição. A educação formal, familiar e cultural nos arrastam para julgamentos como culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica e comparação, separando as pessoas em dois grupos, os que se destacam e os excluídos (ou os certos e os errados). Importante para nós foi aprender que a linguagem habitual do ser humano possui a mesma raiz, raiz essa que busca dominação e convencimento uns dos outros, ao invés de focar em estabelecer relações de liberdade, autonomia e responsabilização, como preconiza o coaching e a CNV. A ”Comunicação Não-Violenta” (CNV) surge como uma forma de rever os critérios de interação entre as pessoas, através da atenção aos comportamentos e sentimentos envolvidos na comunicação. O modelo desenvolvido pelo Dr. Marshall Rosenberg, fruto de pesquisas contínuas – mais de 40 anos – foi baseado nas ideias de Gandhi e na psicologia humanística de Carl Rogers. Ele apoia o estabelecimento de relações de parceria e cooperação, em que predomina uma comunicação eficaz com empatia. Inicialmente, o interesse do Dr. Rosenberg por uma nova forma de comunicação tinha como principal objetivo criar alternativas pacíficas de diálogo para amenizar o clima de violência com o qual conviveu no turbulento bairro de Detroit, onde cresceu. Ao longo de seus estudos, descobriu que esta forma de influência mútua tende a inspirar ações compassivas e solidárias, sendo cada vez mais utilizada por uma rede mundial de mediadores, facilitadores e agentes voluntários, com o objetivo de agir de forma prática e eficaz em favor da paz. Em 1984, criou o “Center for Non Violent Communication (CNVC)”, na Califórnia. A CNV vem se consolidando como linguagem intercessora, possibilitando melhor compreensão das palavras, estimulando relações profissionais e pessoais mais harmônicas. Isso acontece através de quatro fases onde expressões verbais honestas são pressupostos básicos da comunicação. São elas: Observação: que deve acontecer de maneira descritiva sobre a situação, sem julgamentos ou avaliações, ou seja, se atendo exclusivamente ao fato. Exemplo: Comentário Julgador – “Você é generoso”. Comentário Descritivo – “Quando ajuda sua família financeiramente e oferece palavras de carinho para os outros eu acho você generoso”. Sentimento: identificar como se sente em relação ao que está observando.  Em geral, os sentimentos resultam de como escolhemos receber as ações e falas dos outros podendo aparecer de quatro formas: Culpar a nós mesmos Culpar os outros Escutar nossos próprios sentimentos e necessidades Escutar os sentimentos e necessidades dos outros O mais importante de tudo em situações de conflito é assumirmos 100% da nossa responsabilidade por nossos sentimentos, mas em geral não somos educados assim. Necessidades: quais valores e desejos são gerados a partir dos meus sentimentos, ou seja, ao invés de pensar no que está errado na situação ou no seu interlocutor, podemos pensar sobre quais necessidades queremos ver atendidas. Pedidos: que devem ser claros e específicos, feitos de maneira positiva e assertiva. Observamos em nossa prática que, garantindo os passos acima descritos, é possível mudar a qualidade da comunicação, pois passamos a ouvir atentamente, expressar sentimentos sem apontar erros, relatar os fatos e deixar claro o que precisamos. Todas nós, em função desses estudos, percebemos transformações em nossas relações cotidianas. Como podem imaginar, a conexão que fizemos entre Comunicação Não Violenta e Coaching foi muito forte, afinal a comunicação é uma habilidade fundamental a ser dominada pelos coaches, pois ao se comunicar interagem com o coachee (seu cliente) firmando as bases e estabelecendo a qualidade da relação.  A comunicação  garante a  eficiência do processo e seu objetivo é

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Carreira Profissional de TI Investir Amadeu Lamounier

Carreira profissional de TI: A importância de se ter um plano.

O mercado de TI das últimas décadas surpreende até o expert mais otimista quando tudo começou, tamanha é a quantidade e a velocidade de surgimento de tecnologias inovadoras! Por isso, gerir a carreira profissional de TI com eficiência tornou-se um desafio crescente na vida dos profissionais. Quem investiu em qualificação para participar do movimento de e-commerce e automação nas empresas certamente não se arrependeu – e ainda tem mercado por muitos anos. Mas enquanto isso, as operações em blockchain já surgem como uma nova revolução com poder de impulsionar as vendas online e otimizar processos comerciais e logísticos de uma forma mais simples e mais segura. Todas as empresas, em algum momento nos próximos anos, vão adotar alguma inovação disruptiva para alavancar relacionamento com os clientes e vendas. Como os profissionais devem investir na carreira de TI para aproveitar essa realidade pautada pelas inovações, aumentar a empregabilidade ou crescer nas empresas? Nesse artigo do Blog do Amadeu, vamos falar de fatos que confirmam a tendência de que investir na carreira de TI tem amplas possibilidades de sucesso, como aproveitar ao máximo e se você está indo ou fugindo desse momento especial de mercado!   POR QUE INVESTIR NA SUA CARREIRA PROFISSIONAL DE TI?   POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO DE TI NOS NEGÓCIOS   Ficou no passado a visão de que TI é apenas uma unidade fornecedora de insumos para os demais setores e pouco ou nada participa das decisões estratégicas da empresa. Com as seguidas revoluções tecnológicas, não há mudança em modelo de negócios ou decisão para vender mais que não passe pela análise dos profissionais de TI, especialmente por causa dos altos custos e da necessidade de serem assertivas nas decisões de investimento. O setor está no centro de todas as estratégias de organizações que pretendem (e precisam) estar digitalmente visíveis no mercado – ou seja, todas – o que reforça o potencial do profissional de TI investir na carreira.   TECNOLOGIAS DISRUPTIVAS EM ASCENSÃO  As inovações disruptivas vão dominar o mercado de tecnologia nos próximos anos e representar uma transformação digital ainda mais surpreendente que as causadas pelas redes sociais, o e-commerce e a internet das coisas. Blockchain para operações financeiras Metaverso Ampliação de uso das criptomoedas como meio de pagamento Blockchain para cadeias produtivas e logísticas Tokenização de bens e direitos Como podemos ver, existe potencial de mercado para muitos anos, pois as empresas se interessarão por essas soluções para as mais variadas rotinas – e tendem a serem recursos cada vez mais acessíveis, o que amplia o universo de investimentos.   AUMENTO EXPONENCIAL DE INVESTIMENTOS EM TECNOLOGIA Ficou no passado a ideia de que apenas empresas de referência no mercado investem massivamente em tecnologia; hoje em dia, pequenos e médios negócios podem entrar no mundo digital de última geração! Isso amplia as possibilidades de mercado para profissionais de TI, em especial os líderes de projeto e os empreendedores digitais, formando parcerias com empresas. Quais são os seus critérios de sucesso Profissional em TI? O que fazer para construir uma carreira de TI bem-sucedida?   5 FORMAS DE INVESTIR NA SUA CARREIRA DE TI São muitos os caminhos que você pode tomar para começar a investir na carreira em TI e alavancar os resultados com ela. Vamos falar de algumas delas.   1 – CONSIDERE UM PROCESSO DE COACHING DE TI Lembra da frase: para quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve? Quando falamos de trajetória profissional em TI, essa frase nunca fez tanto sentido. Afinal, o mercado de trabalho em TI é altamente dinâmico e oferece novas oportunidades de visão de carreira a todo momento. Há poucos anos, certamente ninguém falaria em ser especialista em blockchain ou desenvolvedor de metaverso! O coaching de profissionais de TI é uma solução estratégica que permite uma visão completa da sua trajetória até aqui, avaliar as possibilidades de mercado e alinhá-las com os interesses na carreira. Além disso, esse processo de mentoria profissional de TI permite que se avalie detalhadamente a posição dentro da empresa, reforçando e corrigindo aspectos para impulsionar o crescimento dentro das expectativas planejadas. Conheça o Coaching de Profissionais de TI, uma experiência reveladora de trajetória profissional, feita com quem viu – e viveu pessoalmente – muitas histórias profissionais em TI. É a chave do sucesso em um processo de transformação!   2 – REFORCE O APRENDIZADO DE HARD SKILLS Investir em qualificação sempre foi uma recomendação básica para todas as carreiras e em especial em TI, por conta das soluções de tecnologia melhores e mais modernas que as empresas demandam para fazer frente à concorrência. Porém, a quantidade, a complexidade e a velocidade com que novas tecnologias estão surgindo faz com que a busca pelo conhecimento seja ainda mais importante. A web 3.0 está abrindo um mundo de possibilidades e as empresas não querem ficar de fora desses avanços – e eles têm alta aplicabilidade em todos os segmentos de mercado, incluindo o metaverso e a tokenização de ativos e produtos. Portanto, enriqueça o seu currículo com o conhecimento sobre a nova era tecnológica – e claro, não deixe de atualizar-se sobre as soluções atuais, pois a qualidade de suporte também é um importante diferencial para o profissional de TI.   3 – DESENVOLVA SOFT SKILLS A carreira em TI, seja em posições de liderança, especialistas ou profissionais técnicos, deixou de ser apoiada apenas em habilidades e competências funcionais, visando o funcionamento em alto nível do ambiente de tecnologia da empresa. As novas (e muitas disruptivas) soluções tecnológicas dos últimos anos colocaram TI no centro das decisões de investimento e isso implica em relacionamentos que saem do campo técnico e exigem competências pessoais, entre elas. Capacidade de liderança; Comprometimento; Visão sistêmica; Criatividade; Relacionamento interpessoal. A lista é grande e todas, em alguma medida, são importantes para uma gestão de projetos e de demandas de TI eficiente. Com isso, os profissionais em TI precisam desenvolver soft skills para atuar na gestão de projetos, desde o relacionamento com as partes interessadas às expectativas da empresa quanto

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Sucesso Profissional em TI Amadeu Lamounier

Sucesso profissional em TI: quais os SEUS critérios de sucesso?

Definir o sucesso profissional em TI é um exercício bastante complexo. Afinal, ser bem-sucedido, em boa medida, depende de como o profissional está investindo na carreira e como ela está alinhada com as suas expectativas, além da imagem que é projetada no mercado. O sucesso pode estar em uma carreira de especialista de TI, focada em desafios e desenvolvimentos. Pode ser um cargo de liderança em TI, na gestão de projetos ou sair do emprego para uma  Consultoria em TI ou um negócio de desenvolvimento de soluções. Como podemos ver, o sucesso estará nas decisões que o profissional tomar e o quanto agregarão valor para o plano de carreira definido e para o que ele quer como qualidade de vida decorrente de todo o esforço pessoal. Evidentemente, o mercado de TI – clientes internos, clientes externos, formadores de opinião e o networking – fará julgamentos sobre seu desempenho e para que sejam positivos, é preciso investir na carreira constantemente. Sabemos que não é uma tarefa fácil nos dias corridos atuais. Requer tempo, compreensão abrangente e estratégica sobre o momento da carreira e análises monitoradas para fazer as mudanças necessárias. Nesse artigo do Blog do Amadeu, falaremos do sucesso profissional em TI e como potencializá-lo!   A IMPORTÂNCIA DAS SOFT SKILLS NO SUCESSO PROFISSIONAL EM TI Quando falamos em sucesso profissional, as primeiras palavras que vêm à mente certamente são qualificação acadêmica, habilidades e competências técnicas. Sem dúvida, são a base para entregar resultados objetivos com qualidade e nenhuma carreira em TI pode prescindir dessa condição. Por outro lado, existem habilidades cada vez mais valorizadas, em especial nas relações atuais, onde a virtualização crescente acaba por reforçar o valor da comunicação humana – ainda crucial para as decisões de negócios, liderança de equipes e conquista de clientes e as vendas. As soft skills são uma parte fundamental de carreiras bem-sucedidas. Veja algumas delas. Habilidade de inter-relacionamento Comunicação oral e escrita Postura solucionadora de problemas Comprometimento Visão estratégica Foco em melhoria de processos Capacidade de argumentação Adaptabilidade Senso de urgência e de prioridade Sem as habilidades pessoais, as trajetórias profissionais perdem a dimensão humana que continua sendo fundamental para obter sucesso na carreira e nas relações sociais.     COMO CONQUISTAR O SEU SUCESSO PROFISSIONAL EM TI? O sucesso é uma consequência e não é um objetivo. (Gustave Flaubert) Essa citação reflete muito bem a essência de uma carreira de TI bem-sucedida: uma longa sucessão de atitudes e decisões que, se bem escolhidas e geridas, colocam a carreira em evidência. Portanto, mais do que a preocupação com o sucesso, devemos ter com a construção da carreira. E muitas ações podem ajudar nesse processo. Lembre-se, suas conquistas são suas, construídas por você e dependem absolutamente do seu planejamento e determinação. Já o sucesso, está alinhado a reconhecimento dos outros, o que o torna subjetivo e fora do seu controle. Foque nas suas conquistas, aquelas que fazem sentido para você, sucesso será uma consequência.     CRIE UM PLANO DE CARREIRA PARA SEGUIR Lembra da frase clássica quando não sabemos onde queremos ir, qualquer lugar serve? Infelizmente, muitos profissionais de TI estão nesse momento, menos por vontade e mais pelas circunstâncias. Com tantos desafios que o setor vem enfrentando ao longo dos anos, o plano de carreira em TI fica deixado de lado, o que se torna um grande prejuízo profissional a médio e longo prazo. Além da falta de tempo, outros fatores criam essa situação: Insegurança sobre as próprias potencialidades e competências; Indecisão sobre as melhores soluções; Indefinição sobre o próprio modelo de carreira que quer adotar. Os planos de carreira adotados pelas empresas são vários, é importante conhecê-los quando se está empregado para entender o alinhamento com a sua perspectiva de carreira e também para produzir o próprio planejamento de carreira. Nesse artigo, você pode conhecer muito mais sobre o plano de carreira em TI!     ADOTE UMA POSTURA PROATIVA Pode parecer lógica essa dica para ter sucesso em TI, mas a realidade mostra que não é algo tão simples. Se hoje em dia, temos uma grande competitividade no mercado de profissionais de TI, também há excesso de responsabilidades e pouco tempo para todas elas. Como isso, muitos funcionários de TI se tornam bombeiros, sem tempo para encontrar as soluções preventivas. Não há solução simples: ser proativo é um diferencial importante em um mercado onde novidades são rotina e a expectativa sobre TI transmite é de uma postura inovadora, de busca e entrega de grandes ideias. A proatividade eleva o trabalho individual e da equipe, além de reduzir o número de incêndios no futuro!     BUSQUE NOVOS CONHECIMENTOS Conhecimento é um ativo que deve ser um objetivo permanente em nossas vidas e, em especial, no mundo do trabalho, pois leva o desempenho e a empregabilidade a um nível mais alto. E nenhuma área profissional é mais impactada pelas grandes mudanças e transformações do que TI. Em 2 ou 3 anos, uma empresa sai de um site com blog a um e-commerce com internet das coisas e outras maravilhas chegando com a web 3.0. Nenhuma empresa quer ficar para trás em competitividade. Portanto, a qualificação permanente é essencial para ser bem-sucedido na liderança de projetos, implantação de inovações e mudanças tecnológicas nos negócios. O conhecimento permanente também aumenta a empregabilidade e a possibilidade de crescer na empresa, através do plano de carreira definido por ela.     DESENVOLVA E CUIDE DO SEU NETWORKING A rede de relacionamentos é um ativo fundamental para o sucesso nas atividades atuais e para a imagem no mercado. Investir no networking e preservar a sua qualidade são tarefas que devem fazer parte da rotina do profissional de TI. E os motivos são muitos. Um bom networking gera mais visibilidade e credibilidade, pela reputação das pessoas que propagam o seu trabalho, além de aumentar os convites para empregos e parcerias em projetos. Para desenvolver uma boa rede de relacionamentos, é importante: Encontrar uma pessoa que seja mentora do seu trabalho, ajudando com orientações valiosas para direcionar

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